António Costa recusa pronunciar-se sobre cenários da EDP após OPA chinesa

12 Jun 2018 / 23:35 H.

O primeiro-ministro recusou hoje pronunciar-se sobre o cenário de um bloqueio norte-americano à presença da EDP Renováveis nos Estados Unidos caso se concretize a Oferta Pública de Aquisição (OPA) da China Three Gorges.

António Costa falava aos jornalistas antes de ser recebido na Hoover Institution, da Universidade de Standford, na Califórnia, Estados Unidos da América, pela antiga secretária de estado norte-americana, Condoleezza Rice.

Questionado sobre a possibilidade de a EDP Renováveis perder o acesso ao mercado norte-americano se a China Three Gorges concretizar a sua OPA e ficar com a maioria do capital da elétrica portuguesa, o líder do executivo recusou-se a responder.

“Trata-se de uma matéria da competência dos reguladores”, alegou o primeiro-ministro.

António Costa acrescentou que, perante matérias da competência dos reguladores, o Governo português “não pode, nem deve pronunciar-se”.

Na Hoover Institution, o primeiro-ministro vai presidir à assinatura de um contrato de investimento da multinacional norte-americana Amyris na Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica do Porto, com um valor estimado de 50 milhões de euros.

A cerimónia de assinatura do contrato terá lugar ao fim da tarde de hoje, na Stanford Hoover Institution, e envolverá o AICEP (Agência para o Comércio Externo de Portugal) e a multinacional norte-americana Amyris, em consórcio com a Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica do Porto.

A Amyris tem-se destacado na investigação e desenvolvimento de fontes de energia alternativas ao petróleo e tem como presidente executivo um lusodescendente, John Melo.

Nesta sessão, o primeiro-ministro fará uma breve intervenção sobre o tema “Investir em Portugal em Tecnologias de Informação, energias limpas e ciências da vida”.

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