49 pessoas deslocadas pelos incêndios deverão regressar hoje a casa

10 Ago 2018 / 10:45 H.

As 49 pessoas que ainda se mantêm deslocadas devido ao incêndio que durante uma semana lavrou na serra de Monchique deverão conseguir regressar hoje às suas casas, disse a Proteção Civil.

Em declarações numa conferência de imprensa em Monchique, a segunda comandante operacional da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), Patrícia Gaspar, disse que as autoridades estão a fazer “um esforço” para que ao longo dia de hoje “a maior parte delas possa regressar às suas habitações”.

Hoje de manhã, mantinham-se deslocadas 20 pessoas na vila de Monchique, 14 em Sagres (concelho de Vila do Bispo), três em Marmelete (Monchique), havendo ainda 12 acamados em unidades de saúde a receber cuidados diferenciados.

Desde o início do incêndio, que deflagrou no concelho de Monchique e se alastrou depois a Portimão e Odemira, no Alentejo, com menor impacto, e mais tarde a Silves, um total de 299 pessoas tiveram de ser retiradas das suas habitações.

Durante o dia, também começará a ser desmobilizado o dispositivo de combate ao incêndio, acrescentou Patrícia Gaspar, frisando que ao longo dos próximos dias algumas forças vão sendo retraídas gradualmente.

“Há equipas que vão sendo substituídas, ao longo do dia de hoje vamos a começar a retrair algumas forças, sobretudo as que vieram de mais longe”, sublinhou.

O objetivo é poder fazer regressar à origem parte dos meios que vieram de mais longe, do Norte e Centro do país, garantindo também “resposta operacional nas suas áreas de ação”.

O dispositivo de combate vai sendo gradualmente substituído por um dispositivo de vigilância e monitorização.

Segundo Patrícia Gaspar, as causas do incêndio que deflagrou na sexta-feira em Monchique ainda não foram apuradas.

A Autoridade Nacional de Proteção Civil deu hoje o incêndio que lavra há uma semana em Monchique como dominado, mas sublinhou que ainda não é o momento de cruzar os braços.

Aquela responsável disse ainda que o incêndio tem ainda uma vasta área afetada e que é preciso “manter a energia e a dedicação” para prosseguir com a consolidação do trabalho feito e responder com prontidão a eventuais reativações.

As zonas mais preocupantes para a Proteção Civil continuam a ser todo o perímetro desde São Marcos da Serra até São Bartolomeu de Messines, no concelho de Silves, a área onde ainda se mantém a maior quantidade de meios, referiu.

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