Ventos de mudança

16 Fev 2017 / 02:00 H.

Na recente apresentação da PricewaterhouseCoopers da 7ª edição do estudo “LEME – Barómetro PwC da Economia do Mar” na Madeira, foi salientada a resiliência da economia azul, mesmo em tempos de crise, quando os indicadores económicos do país andaram em terreno negativo. Olhando para o futuro, um dos maiores desafios, de acordo com o mesmo estudo, prende-se com o potencial de crescimento nas áreas do Entretenimento, Desporto, Turismo e Cultura, apontando como aposta, a dinamização da náutica de recreio, através de desportos como o surf, windsurf, kitesurf, ski aquático, triatlo, charter de cruzeiro, mergulho, caça submarina, motonáutica, vela, remo e canoagem, entre outros.

Quando o Secretário Geral na Organização Mundial de Turismo, Sr. Taleb Rifai, visitou a Madeira, presenteou-nos com um discurso verdadeiramente surpreendente. Na sua visão de homem do mundo, enalteceu a “energia positiva” da ilha da Madeira e suas gentes, a forma como a sociedade em geral abraçou o Turismo e aqueles que nos visitam e garantiu-nos que a Madeira tinha indicadores surpreendentemente positivos, por mérito próprio.

Este fim de semana, tivemos a visita do recentemente empossado Presidente da Federação Portuguesa de Vela, Sr António Roquette. Visivelmente agradado com o panorama regional no que concerne à vela, trouxe-nos uma mensagem de rigor e de uma forma de trabalhar a que já nos havia acostumado nos anos noventa, quando também presidiu aos destinos desta federação. E aproveitou a sua vinda à Região, para manifestar o apoio da instituição a que preside, nas candidaturas que a Madeira irá efectuar, para a realização de eventos internacionais de prancha à vela.

Finalmente, o Centro Náutico de São Lázaro, berço da vela regional, tem condições hoje em dia para a implementação de uma verdadeira cultura de mar na Região. Essa é acima de tudo a sua função primordial. Embora não baste a infra-estrutura de per si, é um passo fundamental e uma pedra basilar. Mas, como recentemente se verificou, tem também capacidade para receber eventos de vela ao mais alto nível.

Embora não seja claramente explícita, consegue-se perceber uma estratégia a médio, longo prazo, seja de entidades públicas, ou de privados. Os dados estão lançados e, mesmo havendo um enorme trabalho pela frente, os ventos são favoráveis.

João Rodrigues
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