Uma Nova Aurora

02 Jan 2018 / 02:00 H.

O ano que agora terminou foi pródigo em desafios políticos. Na França, o populismo abrandou com a vitória de Macron. Merkel e Arrimadas, as duas mulheres que ganharam as eleições na Alemanha e na Catalunha procuram uma aritmética que lhes permita formar governo .

Por todo o lado, assistimos ao fenómeno da instabilidade e fragmentação parlamentar e à consequente dificuldade da formação de governos.

A experiência recente já nos ensinou que não basta ganhar as eleições é necessário conseguir formar governo.

Inverter esta tendência de governos minoritários é um dos grandes desafios do novo ano que começa.

Mas o ano novo é também um ano de escolha de novas lideranças, de congressos partidários e de preparação das eleições europeias, legislativas nacionais e regionais de 2019.

A 13 de janeiro os militantes do maior partido português: o PPD/PSD são chamados a escolher o seu líder nacional.

Não é tempo para indiferenças quando está muito em jogo, é tempo de escolhas e de coragem para enfrentar os novos desafios.

O PPD/PSD precisa de iniciar o ano novo com uma liderança forte, necessita de uma nova estratégia de oposição e de um líder que denuncie a estratégia eleitoralista de António Costa de prejudicar a Madeira.

Estão em jogo duas grandes figuras do partido, qualquer uma delas indiscutivelmente melhor do que António Costa para governar o país.

Contra o unanimismo inicialmente reinante no arquipélago, decidi escolher votar em Santana Lopes por ser o melhor candidato para a Madeira.

A minha escolha não se baseou numa análise subjetiva do perfil, da seriedade, da personalidade ou da vida pessoal dos candidatos, mas nas ideias, nos compromissos e no programa dos candidatos para a Madeira (ou na ausência deles).

Santana Lopes, discípulo de Sá Carneiro é o candidato que melhor compreende e valoriza a Autonomia Regional e apresenta 13 medidas concretas para a Madeira.

É um autonomista convicto que não se preocupa apenas com números, mas com as pessoas.

Pretende iniciar um novo ciclo no partido, uma nova abordagem mais próxima das bases, das causas sociais, um PSD mais PPD.

Em política, como na vida, admiro a combatividade de quem nunca vira as costas a um combate que ninguém quer travar e a frontalidade de lutarmos pelo que acreditamos.

Há muito que defendo que a política só faz sentido se for para as pessoas e que é fundamental termos um partido mais próximo das pessoas e das causas sociais.

Por isso continuarei a desenvolver o meu trabalho de proximidade na Madeira junto dos eleitores que permitiu apresentar este ano mais de 63 iniciativas na Assembleia da República e resolver vários problemas dos madeirenses e porto-santenses: a devolução de verbas aos trabalhadores não avaliados das Câmaras Municipais, como é o caso da Ribeira Brava; a instalação do radar meteorológico; a possibilidade de todas as famílias afetadas pelos incêndios poderem aceder aos apoios nacionais independentemente dos seus rendimentos e dos artistas madeirenses também conseguirem aceder a apoios nacionais e à internacionalização.

Passou mais um ano e da parte da república e dos deputados madeirenses que suportam a geringonça nada de novo resultou para a Região, continuamos a aguardar pelo financiamento do novo hospital e pela revisão do subsídio de mobilidade e o PSD continua a ser o partido com mais trabalho e iniciativas a favor dos madeirenses e porto-santenses.

No ano novo continuarei com este caminho e com esta estratégia assente na resolução dos problemas das pessoas e numa política de proximidade pois acredito como Churchill que “o único caminho sensato e seguro é actuar quotidianamente de acordo com aquilo que a nossa consciência dita” porque haverá sempre esperança no futuro e no nascer de uma nova aurora.

Sara Madruga da Costa