Que é feito dos restos mortais do Cuba Libre?

Mas como o PPD-PSD - Madeira estava teso, concluía o corajoso do delator, os tais 10% foram alojar-se no bolso roto do Jaime Ramos.

17 Dez 2017 / 02:00 H.

“Cuba Libre. Juíza manda investigar favores às construtoras (DN. 18.05.2017).

1. Por decisão de 17 de Maio de 2017 a meritíssima juíza Mão de Ferro, mandou às malvas o processo “Cuba Libre” e ordenou a instauração de novo processo-crime para investigar denúncia que aponta para o pagamento de favores que envolvem empresários, governantes e autarcas da Madeira. Ora, decorridos que estão já sete meses sobre esta decisão, o processo dorme uma sesta à espera de uma prescrição. Temos comichão.

2. A 16 de Agosto de 2017, em artigo publicado neste Diário, e a 19 de Agosto de 2017 em entrevista ao JM, Miguel Sousa trouxe ao conhecimento público – logo do Ministério Publico da Madeira – que o Jaime Ramos exigia 10% do valor das grandes empreitadas realizadas na Região para o bolso do PSD-Madeira. Mas como o partido estava teso, concluía o corajoso do delator, os tais 10% foram alojar-se no bolso do Jaime Ramos. Assim sendo, como é que é? Já foram fiscalizar o bolso do Jaime ou o “Exmo. Ministério Público da Madeira” por lá ficou a coçar-lhe as bolinhas? Cheirem as mãos.

3. Mais e mais importante. Já ouviram o Dr. Miguel Sousa sobre esta denúncia pública de um esquema “corrupto” do PSD-Madeira/10%/Jaime Ramos/Alberto João Jardim? Sim ou não, convém ter muita atenção a este detalhe: hoje, distribuir flores a juízas é assédio sexual.

4. Esta organização criminosa e “corrupta” denominada de PSD-Madeira/10%/Jaime Ramos/Alberto João Jardim, que está a custar aos madeirenses uma factura final de 6,2 mil milhões de euros, “incluso” os 1,2 mil milhões dolosamente escondidos das contas da República de Portugal, não pode cair no saco roto do tempo. Curioso, mesmo, é o apagão da oposição. Nestas coisas quem se lixa sempre é o mexilhão.

5. Este assunto não pode ficar esquecido. Os nomes dos empreiteiros estão todos no processo “Cuba Libre e o Miguel Sousa denunciou a “corrupção”. Agora, claro, meteu o rabinho entre as pernas – e calou-se. Tipo Ventura Garcês.

6. Quem não se cala é o trapaceiro do Alberto João Jardim. O gajo deixou as finanças da Região em gritos de penúria e, como se não bastasse, ainda tem a desfaçatez de dar lições de moral governativa ao Miguel Albuquerque. Os artigos publicados no tranvestido “Jornal da Madeira” é um hino à palermice. Um pouco de pimenta no rabo fazia-lhe bem.

António Fontes
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