UNIR para VENCER

Quando os outros promovem a divisão o CDS deve trabalhar para a união. É neste registo que me posiciono e onde sempre me encontrei

20 Jan 2018 / 02:00 H.

Na vida temos o direito a dizer NÃO quando nos querem impor medidas que violam as nossas convicções e temos o dever de dizer SIM quando está em causa lutar pelos nossos ideais. Há momentos em que temos que dividir para clarificar e há outros que nos impõem a negociação em nome da união. Assim, também é na política, pois os interesses do coletivo devem sobrepor-se aos interesses particulares. Há quem encare a política como a arte de fazer a guerra por outros meios; eu sou daqueles que entendem que a boa política é a arte do possível, tendo em vista o supremo objetivo do Bem Comum, mas respeitando e salvaguardando a liberdade e o pensamento de cada um.

Na Madeira, assistimos em todos os partidos a disputas de liderança que, em alguns casos, são apenas meios para ganhar poder e posições em função das eleições de 2019. No PCP, há movimentações que indiciam mudanças no topo da direção, já visíveis nos representantes do partido na Assembleia Legislativa; no Bloco de Esquerda, pela primeira vez, há dois possíveis coordenadores, sendo que um é o candidato natural do partido regional e o outro é uma imposição da direção nacional; no JPP, há contestação ao fim da direção colegial e à tentativa de personalização do partido num líder; no PS, as profundas feridas desta luta fratricida pela liderança vão ser muito difíceis de cicatrizar; no PSD, paga-se o preço de uma renovação mal sucedida e, mesmo, em regressão e de uma governação errática e titubeante. E no CDS? No meu partido, reconheço que os últimos anos não têm sido fáceis. É, também, por isso que me proponho regressar á atividade partidária ativa, procurando colaborar com uma nova geração para a reunificação do CDS. Faço-o porque gosto do meu partido e entendo que ele pode ser útil à Madeira e às suas gentes. Os partidos não são um fim em si mesmos; são meios para atingir o fim nobre que é servir as populações e a Região. Quando os outros promovem a divisão o CDS deve trabalhar para a união. É neste registo que me posiciono e onde sempre me encontrei. Recordo o que disse no Congresso do partido, em dezembro de 2015, quando saí da liderança: “O CDS está acima de qualquer um dos seus militantes e dirigentes e a Madeira está acima de qualquer interesse partidário do CDS. É verdade que o nosso partido é democrático, plural e nele coexistem diferenças de pensamento, de estratégia e de ação, mas o que nos une é bem maior, muito maior, do que aquilo que nos possa dividir. Precisamos de unidade, mas antes devemos fazer a reconciliação. Em política não há divergências insanáveis; entre militantes do mesmo partido não pode haver diferenças insuperáveis. Peço-vos que façam um esforço para encetar diálogos, fazer aproximações, contruir pontes que conduzam o CDS ao compromisso e à unidade. É isto que pedem os eleitores que confiaram no CDS. É isso que exigem os Madeirenses que fizeram do CDS o principal partido da oposição. Exigem uma oposição credível e com Projeto Alternativo a este velho/novo PSD que sabe conjugar bem o verbo anunciar, mas lida mal com o verbo concretizar. Até agora, tivemos mais deceção do que renovação na Madeira”. Nunca como hoje, este apelo foi tão atual e a necessidade de o ouvir e de o cumprir foi tão urgente. Temos que dar o exemplo de Unidade na Diversidade, abrindo o partido à sociedade e com esta criar um Movimento Autonomista, Reformista e Centrista -MARCA Madeira para ser Alternativa em 2019. Esta é uma tarefa árdua e que exige o trabalho de muitos, porque o CDS não poder ser o “partido de um homem só” ou estar à espera de uma figura messiânica, antes deve ser uma força política com poderes partilhados e descentralizados. É por isso que estou determinado, com outros dirigentes e militantes, sobretudo os mais novos e os que têm vindo a afirmar-se com credibilidade e competência no partido, a contribuir para Vencer 2019 e Refazer a Esperança no CDS e na Madeira.

Termino como finalizei a minha intervenção de há 2 anos no Congresso: “Sabem que podem contar sempre comigo, até porque o melhor de mim está para vir. É por isso que não vos digo adeus, digo-vos, antes, até já”.

Escolhas

Quem?

O pessoal das decorações e iluminações de Natal. Em de 22 dias, de dia e de noite, deram cor e vida à nossa Festa. Bem mereciam um reconhecimento pelo seu duro, mas valioso trabalho.

O quê?

A bênção dos animais nos Prazeres, este domingo à tarde, uma tradição que se cumpre numa Paróquia que faz um excelente trabalho na valorização do mundo rural.

Onde?

No Teatro Municipal, até o fim do mês, a exposição “Jornais Centenários”, onde se inclui este Diário, ou como este é Património tem que ser salvaguardado ante a “ameaça” digital.

Quando?

Portugal voltou a colocar, esta semana, dívida pública a juros muito baixos e ainda bem. Só não se percebe a clamorosa injustiça de o Estado continuar a cobrar taxas muito altas à Madeira. Até quando?

Porquê?

Em 2018, passam os 100 anos do nascimento de MAX, um músico que espalhou “madeirismo” pelo Mundo. Por estes dias há vários atos comemorativos, mas porquê é que tarda um espaço na ilha onde se preserve a sua memória?

Como?

O subsídio pré-natal está a ser pago na Madeira muito depois dos nascimentos. Numa terra com a natalidade em baixa, como se explica estes atrasos da segurança social?

José Manuel Rodrigues Deputado do CDS na ALM
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