Stop ao assédio

Não é nada fácil exercer e gerir a obrigação de informar numa terra em que qualquer “merdinha” e assunto de “merdinha” acha-se no direito potestativo de ser notícia

16 Jul 2017 / 02:00 H.

“PCP denuncia “agressões aos direitos dos trabalhadores” na RTP-Madeira” “Clima de Perseguição e medo na RTP-Madeira - DN. 04 de Julho de 2017.

1. O PCP – Madeira (bem!) tem o rótulo institucional do partido dos trabalhadores e dos sindicados. O mal é que o PCP-M – entalado na sua matriz ideológica marxista – defende as ditaduras comunistas de Cuba e da Venezuela e não usufrui de latitude política suficiente para perceber que nem sempre os trabalhadores e os sindicatos têm razão. É o caso de uma tal de Sub-Comissão de Trabalhadores da RTP-Madeira liderada por Gracinda Rocha da Silva. Á excepção do apelido (florestas?!) – antes destes gritinhos públicos, nunca a vi mais gorda.

2. A Gracinda Rocha da Silva, emparelhada com a jornalista Basília Pita, anda por aí aos gritinhos a fazer queixas junto dos partidos políticos, Sindicato dos Jornalistas e administração da “RTP – Lisboa” contra o Miguel Torres Cunha. Em rodapé, atiram-se ao director deste diário, o Ricardo Miguel Oliveira, a quem apelidam de “jornalista favorito” da toda jeitosa administradora “cubana” Cristina Tomé. Queixam-se as senhoras – através do altifalante do PCP-M e de comunicados suicidas - de «estratégia do medo» e «perseguição», “represálias das chefias”, “rigor e isenção informativa”, “algumas formas bizarras de trabalho” e, pasme-se, “assédio moral” na RTP-Madeira. Gravíssimo (confira, sem saltar a vedação do texto, a secção 4 deste trump-trump).

3. Em termos de rigor e isenção informativa ponho os “tomatinhos” na grelha da RTP-M e do Diário de Notícias da Madeira pela lisura do Miguel Torres Cunha e do Ricardo Miguel Oliveira. Não é nada fácil exercer e gerir a obrigação de informar numa terra em que qualquer “merdinha” e assunto de “merdinha” acha-se no direito potestativo de ser notícia na RTP-M e no Diário de Notícias da Madeira. E é sempre o mesmo “ram-ram” se alguém ousa achar diferente. Traduzindo: na Madeira o rigor e a isenção da informação tem a exacta dimensão do umbigo de cada um de nós. Ram-ram diferente é o apoio do PCP-Madeira que, vivendo da essência da democracia, é ideologicamente contra a própria essência da democracia – ou seja, a liberdade de expressão e a pluralidade de opinião. Para mais detalhes, por favor, leia a cartilha do Lenine.

4. Vamos ao “assédio moral”. Sobre o “assédio moral” do “jornalista favorito” Ricardo Miguel Oliveira, casado e pai de dois filhos – nem uma palavra. Já o “assédio moral” do Miguel Torres Cunha, solteiro, maior e oficialmente sem filhos – algumas palavras. Estas: no dia em que o Miguel Torres Cunha, nu e de pomba empinada, perseguir a Gracinda Rocha da Silva e a Basília Pita nos corredores da televisão regional – epá, nesse dia não há inquérito que o valha. Rua com ele da RTP-Madeira. Passou-se!

António Fontes
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