Os príncipes do nada

Para alguém que “defende o desenvolvimento equilibrado entre o turismo e a natureza”, será que o Príncipe Alberto II teve oportunidade de visitar (um simples olhar!) o Novo Hotel Savoy do Avelino Farinha Agrela?

10 Set 2017 / 02:00 H.

“Alberto II do Mónaco recorda os mortos do Monte e defende desenvolvimento equilibrado entre o turismo e a natureza” – DN. 06.09.2017

1. Olhe para o boneco. Já algum destes senhores esteve no Principado do Mónaco? Irineu Barreto – um panhonha da cultura dos livros de culinária – aposto que não. O Miguel Albuquerque – um galã de caçadas de coelhinhas - sim e várias vezes. O Alberto II do Mónaco – nascido e vivido no Mónaco noctívago – aposto que sim. O Paulo Cafôfo – amante de motos e do sorriso a gajas tipo Varoufakis – aposto que sim. Tranquada Gomes – “coninha” de sabão – aposto que sim e sempre em viagens e estadias pagas pelo orçamento regional. Todos, claro, em viagens de trabalho. Ficam estas apostas.

2. Conciso, mas sem juízo. O Principado é um microestado da Europa com área aproximada de 2,02 km quadrados. Turismo, Grande Prémio de Formula I, Casino de Monte-Carlo e voluptuoso “paraíso fiscal” – eis o Mónaco. Traduzindo: copos, jogos de dinheiro, gajas e gajos ávidos de sexo, revistas socias e do dinheiro sujo da máfia italiana, francesa, Russa Chinesa e Norte Americana. Um modelo exemplar para a Madeira.

3. Deixando de lado a irascível historia da família real Grimaldi, as campanhas oceanográficas nos mares da Madeira dum tal de tetra avô, o descerramento de placa toponímica do Largo Príncipe Alberto I, a exposição no Museu de Historia Natural da Madeira e as viagens de teleférico e carrinho de cesto – chetas hipócritas, oportunistas, exageradas e até falsas – o que interessa saber é se a Nossa Senhora do Monte aproveitou ou não a ocasião para questionar o Paulo Cafôfo das razões porque não se demitiu de Presidente da Câmara Municipal do Funchal em consequência directa e objectiva da responsabilidade politica pela morte das 14 pessoas no Largo do Monte. E se meteu ou não uma cunha ao Príncipe Alberto II para, em francês semilha, explicar ao Paulo Cafôfo o que é ética politica em funções públicas. Com este jeitão: demitindo-se e mantendo a candidatura á CMF (são duas coisas distintas), ganhava as eleições autárquicas com 70% dos votos dos funchalenses. O meu estava garantido.

4. Voltemos ao príncipe. Para alguém que “defende o desenvolvimento equilibrado entre o turismo e a natureza”, será que o Príncipe Alberto II teve oportunidade de visitar (um simples olhar!) o Novo Hotel Savoy do Avelino Farinha Agrela? No Principado do Mónaco – com ou sem dinheiro sujo Russo, Italiano ou Angolano – um aborto urbanístico destes nunca seria construído. “Mercy e Bom Cu”.

António Fontes
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