O facebook vai morrer

A relação empresarial entre o Grupo Pestana e o Cristiano Ronaldo na área da hotelaria foi, provavelmente, o negócio mais inteligente celebrado entre dois madeirenses.

14 Jan 2018 / 02:00 H.

1. Cada um de nós tem a total liberdade de usar e fruir do Facebook como muito bem entender. Mas, ao nele expor, por texto ou fotografia, a família, vivos ou falecidos, a casa, os amigos, o namorado ou a namorada – está a tornar público a sua vida privada e intima. É a sentença de morte da sua própria pessoa e o trilho fatal para o óbito a prazo do Facebook.

2. Adivinhe quem publicou no Facebook a fotografia que ilustra este texto. Pistas. Não foi o Cristiano Ronaldo, não foi o Dionísio Pestana, não foi o José Manuel Ramos, não foi o José Sotero Gomes, não foi o Paulo Prada, não foi o Luigi Valle. Já adivinhou? Eu adivinho por si – foi o Miguel Sousa.

3. Antes da asserção final, fique com esta: a relação empresarial entre o Grupo Pestana e o Cristiano Ronaldo na área da hotelaria foi, provavelmente, o negocio mais inteligente celebrado entre dois madeirenses. O Grupo CR7 diversifica os investimentos em parceria com o prestigiado Grupo Pestana.
O Grupo Pestana expande-se mundialmente associando-se à universalidade do Cristiano Ronaldo. Ganha a Madeira.

4. A asserção final. Estivesse o Cristiano Ronaldo numa tasca da Quinta do Falcão a beber Coral e a jogar matrecos antes de fumar droga, e nunca o Miguel Sousa postava esta fotografia no seu Facebook. Ao fazê-lo – e fê-lo á revelia de quase todos os que estão na foto – apenas quis tornar público que é amigo do Cristiano Ronaldo. Ora, garanto-vos, não é! Ou é apenas por conveniência pessoal. Se o Dionísio Pestana pudesse (e não pode) assinava de cruz o que acaba de ser escrito. É a vida!

5. E é também por estas exposições publicas de egos, narcisismos e oportunismos que a rede social Facebook vai falecer brevemente. Beijos.

António Fontes
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