Alerta vermelho

O madeirense, à mínima chuvinha extrapolada pela esquizofrenia das televisões, jornais e redes sociais, deprime

04 Mar 2018 / 02:00 H.

1Quem ainda escreve estas trampas – o trampa do signatário – vive numa mansão luxosa com uma empregada domesticada por andar. Por isso, qualquer alerta amarelo, laranja ou vermelho do Serviço Regional da Protecção Civil da Madeira a anunciar uma trombada de chuva, mar, vento e relâmpagos resolve-se de forma muito simples: fazer pipi da varanda para o jardim. O remoinho amarelinho e quentinho é um divertimento para muitos. Os domesticados vão ao castiguinho.

2Já o comum dos madeirenses – em especial os que vivem nas zonas altas do Funchal em mansões parcialmente não licenciadas - à mínima chuvinha extrapolada pela esquizofrenia das televisões, jornais e redes sociais, deprime. O 20 de Fevereiro de 2010 - acoplado aos milhões desviados da Lei de Meios do João Cunha e Silva para a nova “pontinha” de acostagens de navios da Praça do Povo - é um trauma psicológico intransponível.

3A vantagem desta “chuvinha” de água, vento e mar bravo é que o Paulo Cafôfo fica irresistível de colete laranja a contemplar ondas – o apoio dos comunas do Bloco de Esquerda talvez aconselhasse o vermelho - e o Pedro Calado, também no terreno das operações de gabardina azul escura, põe muitas húmidas de tanto dinheiro deitado ao mar pelas Sociedades de Desenvolvimento da Madeira. Uma tempestade na Madeira é fatal para a libido. Uma espécie de estado de sítio regional.

4Alerta vermelho! À mínima chuvinha, enclausure a sua mulher, esposa, namorada, amante, sopeira e afins ao frigorífico da sua casa. No congelador, de preferência.

António Fontes
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