Trabalho de equipa ou cada um por si?

17 Dez 2016 / 02:00 H.

Estou habituado a trabalhar em equipa. Admito que as equipas em que estou integrado sejam normalmente pequenas, mas isso ainda torna mais importante o seu bom funcionamento.

Acho que devemos ver o trabalho de equipa como vantajoso sempre que o resultado seja mais do que a simples soma das partes – e sempre que o facto de trabalhar em equipa permita acrescentar valor (seja como for que se meça este valor) ao serviço prestado.

Num autocarro, por exemplo, o motorista é responsável pela segurança do veículo, e em termos gerais, dos passageiros, enquanto ao guia cabe a comunicação e a logística. Mas se houver colaboração, que é normalmente o caso, todos saem a ganhar.

E julgo que isto tem de ser aceite por todos: por guias e por motoristas e, por empregadores. O motorista não é nem mais nem menos importante que o guia, e cabe aos dois assegurar um bom serviço ao cliente final. O empregador deve entender que nem um nem outro podem ser vistos como meros custos, e que há vantagens óbvias na utilização de uma equipa, e que aquilo que foi aceite como uma excepção para veículos (mais) pequenos não pode ser transformado em regra, por muito tentador que isso seja.

Há umas semanas ocorreu um incêndio num autocarro. Motorista e guia colaboraram no sentido de controlar o fogo, e de assegurar a segurança dos passageiros e dos outros utilizadores da estrada – e bem, porque é assim que a situação deve ser vista.

E muito mal estaremos se se tornar impossível criar um ambiente de confiança e de entreajuda entre estas equipas, para o que podem contribuir comportamentos menos correctos de parte a parte, que ocorrem ocasionalmente, mas que têm sempre de ser vistos como a excepção e não a regra.

Bom trabalho, bom Natal e bom ano.

Roberto Loja

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