Tempo de trabalho

o tempo da campanha acabou no dia 29 e o das eleições no dia 1; no dia 17 começa o tempo do trabalho

12 Out 2017 / 02:00 H.

Os últimos meses da minha vida e de muitos candidatos resume-se em duas palavras: campanha e eleições - e qualquer uma delas tem muito mais dentro de si do que o significado negativo para que habitualmente a maior parte tenta empurrá-las. Nem a campanha é um período de promessas em vão, nem as eleições apenas os votos contados na noite do dia 1.

Campanha é sinónimo de gente que se junta. De alguém com uma ideia em que acredita, que a partilha com outros que acreditam nela também e que juntos lutam por ela. Neste caso, de gente que se juntou com o objetivo de fazer diferente, de fazer mais e de fazer melhor pela rua onde cresceu e pela cidade onde vive. Campanha é sinónimo de deixar o resto para trás e dedicar-se a falar com o outro, a conhecer os problemas dos outros e a preparar soluções para a vida de todos. Campanha é sinónimo de equipa, de crença e de esperança.

“Eleições” é sinónimo de opções. No caso do Funchal, de escolhas entre regressar ao passado ou continuar em direção ao futuro. É sinónimo de compromissos assumidos entre eleitores e eleitos, entre quem escolhe e quem se propõe a ser escrutinado primeiro e escolhido depois.

Campanha e eleições são sinónimos de bons e maus momentos, dias fáceis e manhãs difíceis, vitórias e derrotas a que se resistem porque são feitas de gente que vale a pena e para um todo por que vale a pena trabalhar.

Ora, o tempo da campanha acabou no dia 29 e o das eleições no dia 1; no dia 17 começa o tempo do trabalho. Retirados os cartazes e arrumadas as bandeiras, começou o tempo dos que vêm para fazer de novo: convidam-se os melhores para trabalharem connosco, limpa-se o pó das prateleiras por usar e mete-se a máquina a funcionar.

No Funchal a escolha foi clara: continuar o trabalho que começou há 4 anos, feito a pensar numa cidade com futuro. E como não há futuro sem jovens, a política de juventude deste projeto não poderia ter sido mais clara desde o primeiro momento e assenta em 4 eixos fundamentais: educação, emprego, habitação e participação. Falámos sempre muito claramente sobre aquilo que pretendemos para o Funchal: tornar a Educação tendencialmente gratuita, com a atribuição de manuais escolares gratuitos progressivamente para o 2.º e 3.º Ciclos, e com a atribuição de bolsas de estudo aos Estudantes do Ensino Superior; continuar a apostar nos programas de emprego jovem; criar um programa de arrendamento jovem; e reforçar os mecanismos de participação, como foi exemplo o Programa Eleitoral Participativo e o Orçamento Participativo. No Funchal do futuro queremos jovens com mais qualificações, melhores salários, mais condições para viver e constituir família e com cada vez mais oportunidades de participarem nas decisões que dizem respeito à vida de todos. A sociedade com que sonhámos foi aquela que apresentámos e que a maioria escolheu - e é para chegarmos a ela que vamos trabalhar desde o primeiro dia.

À beira de iniciarmos o tempo do trabalho, partimos para ele com a mesma certeza com que partimos para o anterior: os compromissos programáticos são para cumprir e contamos com a energia e o apoio de todos os funchalenses para criarmos um futuro melhor para todos. Vamos a isto, com a nossa e a vossa #Confiança!

João Pedro Vieira