Silêncios estranhos

14 Mai 2018 / 02:00 H.

Estranho silêncios. Melhor dito, estranho alguns silêncios! Outros há que até são muito apropriados mas, quando temos um elefante no meio da sala e ninguém fala dele, só posso estranhar. É este o caso. Ou casos!

Se calhar o silêncio justifica-se por não afectar mais ninguém senão a mim mas, caramba, o mercado inglês decresce mais de 10% e o alemão quase 20% e só eu é que sinto isso?

Mas ninguém disse, ninguém falou, ninguém discutiu... Andámos entretidos, uns contentes a inventar taxas e outros chateados porque chegaram tarde; o objectivo era que estas fossem regionais...

Os reiterados constrangimentos no aeroporto e as nefastas consequências para todos os que aqui querem chegar. Isso cá deu barulho! Mas onde está o plano de contingência, a acção junto da ANAC, a comunicação efectuada junto dos operadores, a posição da ANA?

Ninguém disse, ninguém falou, ninguém discutiu. Mas lá prometer barcos e chatear-se porque essa promessa passou para muito menos meses; para isso já vale perder tempo. Porque o impacto na economia deve ser muito superior...

O preço (90 libras) a que um grande operador turístico inglês andou a vender passagens aéreas para o período da Festa da Flôr também só foi visto por alguns, poucos. Num mercado que perdeu uma grande companhia aérea e que se diz estar em défice de oferta de transporte, curiosamente!

Ninguém disse, ninguém falou, ninguém discutiu... Até porque seria uma chatice, agora, com para aí 15 projectos de hotéis novos na calha, concluir-se que não fomos capazes de fazer nada de relevante em termos estruturais para aproveitar os ventos conjunturais positivos, que entretanto já se foram...

O Plano Estratégico (que, se não fosse o gasto supérfluo de caracteres que depois me fazem falta, até poderia ter colocado no plural), desaparecido provavelmente em combate algures num qualquer gabinete reformulado, deixou de interessar, de servir e de ser necessário.

Mas ninguém disse, ninguém falou, ninguém discutiu. Ou talvez o andem a estudar lá por Lisboa! No entretanto, o orçamento para promoção vai mingando e ainda aqui vamos que a perspectiva é de as empresas começarem a entrar com mais algum; já se sabe que o dinheiro do Sr. Governo não vem dos nossos impostos...

Por falar em promoção, que continua a fazer um trabalho de relevar no meio do que eu acho é o caos em que vivemos, e as eleições na AP Madeira, já estão marcadas? E o reforço de verbas anunciado?

Ninguém disse, ninguém falou, ninguém discutiu... Porquê?

André Barreto

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