Os partidos extremistas

04 Out 2017 / 02:00 H.

Se Merkel seguir na Alemanha o exemplo de António Costa em Portugal - e que é tão apreciado pelas esquerdas - irá convidar a extrema direita para a coligação governamental. Mas estou certo que o bom senso vai imperar e que a democrata Merkel não vai cair nessa intolerável tentação de meter na gaveta os seus Princípios democratas e querer partidos extremistas junto do governo, como António Costa fez em Portugal. Se na Alemanha lamenta-se que partidos extremistas entram no Parlamento nós em Portugal temos que lamentar que não só estão no Parlamento como estão na solução governativa (pela mão do PS). A nossa situação é assim muito mais grave, preocupante e inaceitável do que a da Alemanha. Mário Soares era conhecido por “meter o socialismo na gaveta”. Pois António Costa deve ser lembrado por ter metido a democracia na gaveta para se aliar ao partido mais estalinista de toda a Europa e defensor de regimes ditatoriais como o da Coreia do Norte ou das antigas ditaduras do Leste Europeu. Estes, que são dados verdadeiros, deveriam preocupar alguns democratas de esquerda que se mostram, e bem, preocupados com o crescimento da extrema direita na Alemanha e em outros países da Europa. Naturalmente que o crescimento dos partidos extremistas é preocupante. Tanto os de direita como os de esquerda. Temos, nós os democratas e que defendemos as Liberdades, de refletir e agir dando respostas aos eleitores para que não sintam necessidade em votar neste tipo de partidos.

AS ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS EM PORTUGAL

A nível nacional o resultado do meu partido – o PSD – nas eleições autárquicas foi muito mau e dececionante. Nas duas maiores cidades do país – Lisboa e Porto - foi mesmo humilhante e inaceitável. Temos que encontrar, para o PSD- Nacional, uma nova equipa liderante, um novo e mobilizador projeto de oposição mas também de alternativa ao governo do PS com a esquerda radical e com a extrema esquerda. Temos que o fazer rapidamente. Já na Madeira nós PSD não atingimos os objetivos a que nos propusemos nestas eleições autárquicas. Temos que refletir e corrigir o que tem de ser corrigido tanto a nível de estratégia como de pessoas. O nosso próximo desafio são as eleições legislativas regionais. Temos todas - mas mesmo todas (!) - as condições para as ganhar se mantivermos a estratégia e políticas do atual governo em criar riqueza para a Região e cumprindo com o nosso Programa eleitoral. As nossas políticas têm criado empregos e bem estar social. Comunicar bem - de forma profissonal, urbana, sem incompetencias e muito menos arrogancia - e voltar a apostar na estratégia vitoriosa da “Renovação” será o melhor caminho. Estou certo que vamos conseguir apesar de, naturalmente, as atenções e o dinheiro da “Lisboa Costista” estar a ser canalizado para os “moços de Lisboa”.

UM ESTUDO SOBRE O FUTURO DE PORTUGAL

Um grupo de quatro economistas, ligados ao PS, elaborou um “curioso” estudo sobre o futuro de Portugal. Para eles, a solução do Pais passa pelo “Estado gastar mais”. Nada mais assustador. Um país como Portugal com uma divida pública acima dos 130% do PIB - e sem falar da dívida das empresas e dos particulares - com uma carga fiscal que mais se parece um confisco fiscal - tanto aos trabalhadores como às empresas - com um Estado monstro (que leva metade da riqueza nacional) mas ineficiente e que tem como balanço uma boa parte da população portuguesa estar a viver na miséria ou na pobreza a solução, segundo estes “iluminados” economistas, passa por “mais despesa pública”. Esperemos que não sejam levados a sério. O que Portugal precisa é de utilizar a almofada monetária para pagar divida (curiosamente uma divida criada pelos governos Sócrates/Costa) reduzindo assim os custos da dívida e reduzindo o valor dos juros. Além disso é necessário reduzir drasticamente os impostos às empresas e aos trabalhadores para que as empresas criem mais empregos e riqueza e para que os trabalhadores disponham de mais rendimentos, que são aliás seus. Nunca esquecer que estes economistas de esquerda são os mesmos que nos levaram ao “lixo” criando uma divida monstra. Eles andam, outra vez, “por ai”.

Paulo Neves

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