O que é que tens feito?

Nos primeiros 100 dias de governação, além da aprovação do Orçamento para 2018, o meu Executivo tinha uma agenda governativa clara e ambiciosa

06 Mar 2018 / 02:00 H.

Quando era miúdo, as horas, os dias e as semanas tinham outro ritmo. O tempo estava sempre atrasado, era demorado e tudo custava a passar. Um dia de escola chegava a ser interminável e parecia, tantas vezes, que nunca chegava a hora de me sentar no sofá ao fim da tarde, à espera da abertura da emissão da RTP-M para ver os desenhos animados. Hoje em dia, é ao contrário: conforme passa a idade, é o tempo que passa a estar adiantado. Não há tempo para nada e, quando damos conta, o tempo já passou.

Decorreram pouco mais de quatro meses desde que tomei posse, depois das últimas eleições autárquicas, e esta é, por isso, uma boa oportunidade de perguntar a mim mesmo, o que perguntamos na rua a alguém que não vemos há algum tempo: o que é que tens feito?

Este início de segundo mandato à frente da Câmara Municipal do Funchal tem sido muito diferente do primeiro. Não só pelo conhecimento que tenho dos assuntos, mas sobretudo porque, sendo este um mandato de continuidade, tudo o que concretizamos agora, decorre diretamente do que estávamos a fazer no final do mandato anterior. E ainda bem.

Porque isso só prova aquilo que afirmei logo no discurso de tomada de posse: que não seria a maioria absoluta a alterar a nossa maneira de governar, que governaríamos sempre em consciência e para todos, e que a nossa maneira de fazer não seria condicionada pelo número de votos, mas antes dignificada e engrandecida por eles. É isso que continuamos a dignificar todos os dias.

Dia sobre dia, mês sobre mês, é um prazer e um orgulho continuar integralmente focado neste trabalho e em concretizar tudo o que foi inscrito nas nossas propostas de candidatura, mesmo que outros continuem muito mais interessados com o meu futuro político, em vez de se ocuparem com as funções para as quais foram eleitos. Basta ver o que se passa na Assembleia Legislativa da Madeira e no tempo de antena que é gasto por alguns partidos em apreciações, conjeturas e cenários relativos à minha pessoa. É caso para perguntar se é para isto que serve a política? Não terão alguns dos nossos deputados problemas reis das pessoas para resolver? E nem vou falar das redes sociais e do low cost intelectual, do imediatismo, da superficialidade e da gratuitidade da ofensa que por lá anda. Seja como for, enquanto uns vão falando, aqui no Funchal continuamos a fazer.

Nos primeiros 100 dias de governação, além da aprovação do Orçamento para 2018, o meu Executivo tinha uma agenda governativa clara e ambiciosa, que deitou mãos à obra sem perder tempo, e se propôs a concretizar um total de 28 intervenções em quase todas as freguesias do Funchal, com destaque para as Zonas Altas, uma prioridade no investimento dos próximos anos. Estamos a falar de 3,3 milhões de euros de investimento em acessibilidades, saneamento básico, parque escolar, e infraestruturas culturais e sociais, obras de proximidade, que têm um impacto imediato e real no desenvolvimento local e na melhoria da vida das nossas pessoas. Da lista de intervenções propostas, 23 obras estão já concluídas e as últimas 5 encontram-se no terreno em fase de conclusão ou, pelo menos, em muito bom andamento.

São estatísticas simbólicas, mas também são números que me deixam feliz. Porque se é verdade que temos ainda muitos desafios pela frente, não tenho dúvidas que ao menos toda a gente já sabe ao que vimos e como fazemos. Toda a gente já sabe quais são os nossos compromissos e o nosso empenho no terreno, toda a gente já sabe que haverá um antes e um depois da nossa passagem na Reabilitação Urbana e na Habitação, na Educação e nas Zonas Altas desta cidade. Aqui, pensamos o Funchal de forma integrada e pensamos, sobretudo, um futuro capaz de gerar qualidade de vida e sustentabilidade, crescimento económico, geração de riqueza, inovação e criatividade. Enquanto outros vão falando, aqui fazemos este Funchal todos os dias.

Paulo Cafôfo

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