De cabeça perdida

De cabeça perdida anda um governo que tem a maior taxa de desemprego nacional

14 Mai 2018 / 02:00 H.

Há bons e maus motivos para se perder a cabeça, no sentido metafórico ou literal da expressão. Ora, se me perguntarem se por vezes ando de cabeça perdida, a resposta é que ando de cabeça perdida, sim! - de cabeça perdida por motivos que considero bons. Mas já lá vamos!

Porque de cabeça perdida pelos piores motivos anda um governo regional que manda executar 15 milhões de euros a uma autarquia, ultrapassando os tribunais e as mandatórias relações institucionais.

De cabeça perdida anda uma tutela que rejeita criar uma linha de financiamento direcionada para as autarquias poderem apoiar os que mais precisam para procederem à limpeza dos seus terrenos e assobia para o lado de lá do oceano.

De cabeça perdida anda uma Secretária que prefere resolver diferendos políticos com autarcas em tribunal, enquanto em outros casos prefere ultrapassá-los.

De cabeça perdida anda Susana Prada com o trabalho que fica por fazer.

De cabeça perdida anda um governo que tem a maior taxa de desemprego nacional mas diz que há falta de mão de obra regional.

De cabeça perdida anda um governo que recebe uma cadeira de dentista e como represália, porque por outra coisa não poderia ser, manda retirar um Raio X.

De cabeça perdida anda um governo que é incapaz de governar e prefere dificultar a vida a quem tão bem o faz.

De cabeça perdida anda Rui Abreu, que confunde as razões dos que ainda agora chegaram com as dos que nunca saíram desde que entraram.

Mas bom, passemos aos meus motivos.

De cabeça perdida, sim - mas desde que me conheço em nome de um sonho que não é meu, não é nosso, é de todos: o de ver a Madeira melhor. De cabeça perdida por um bairro, uma cidade, uma Região melhor. De cabeça perdida por um povo e uma terra que me fez voltar, quando o mais fácil era abandonar. De cabeça perdida por um futuro que pode ser de todos os madeirenses que durante 40 anos ouviram dizer que era apenas para alguns.

De cabeça perdida por uma cidade e uma Região que precisa de mais futuro e de menos passado, de mais verdade e de menos parcialidade, de mais investigação jornalística e menos opinião.

De cabeça perdida de gratidão pelos que me deram uma oportunidade para fazer diferente. De cabeça perdida por uma missão que não tem dias, nem horários. De cabeça perdida pela segurança da cidade, pelos bombeiros com dignidade, pelos mercados dinamizados, pelos espaços públicos regulados, pelos clubes e associações apoiados, pela juventude interventiva e pela cidade participativa.

De cabeça perdida por uma cidade vencedora de galardões no desporto, na democria participativa e no mais que houvesse, porque quem trabalha tanto sempre vence, sempre merece e os madeirenses são sinónimo disso mesmo.

De cabeça perdida por uma Região que quer mais e melhor; de cabeça perdida por um sonho que tarda em vir, mas que já todos perceberam que virá.

De cabeça perdida, sim - mas nas minhas funções sempre pelas melhores razões!

João Pedro Vieira
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