Da libertação

07 Out 2017 / 02:00 H.

1. De Onde Vimos?
A situação da Região continua marcada pelas consequências de um profundo processo de agressão a direitos, de agravamento da exploração e do empobrecimento.

Continuamos amarrados a décadas de défices estruturais – produtivo, energético, científico, alimentar, demográfico, social - que não asseguram uma Autonomia com futuro.

A Região Autónoma da Madeira continua caracterizada pela ausência de uma opção de desenvolvimento assente na afirmação de objectivos de justiça social e na defesa dos valores ambientais.

Ainda não foi possível romper com uma economia dominada pelos grupos monopolistas, com os factores de degradação económica.

2. Para Onde Vamos?

A Região precisa de uma política de libertação. Não basta que mudem determinadas pessoas, nem que se opere uma “dança de cadeiras”, substituindo uns por outros, sem romper com a política de direita.

As injustiças, os baixos salários e a precariedade, as desigualdades sociais, são expressões de constrangimentos e amarras a que está sujeita a Região. Requerem, pelo contrário, objectivos de desenvolvimento, respostas e soluções, que só uma política alternativa poderá concretizar.

Em contraposição, queremos construir um futuro com progresso humano e social, que só será alcançado através da libertação da Região dos constrangimentos e amarras a que está sujeita.

No configurar dessa política alternativa estaremos sempre na linha da frente, para a necessária política de libertação de que a Região precisa.

Edgar Silva

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