CDS, Caminhar para o futuro

16 Mai 2018 / 02:00 H.

Quando fui eleito para presidir à Comissão Política do CDS Madeira em 2015, propus-me iniciar uma missão que, não sendo fácil, pretendeu preparar o futuro do partido, rumo às eleições autárquicas de 2017 e as legislativas regionais e nacionais de 2019. Como nunca virei as costas aos desafios, embora os mesmos fossem difíceis, empreendi a minha missão com vários desígnios no horizonte: reorganizar o partido, elegendo estruturas em todos os concelhos; consolidar financeiramente o CDS; criar um gabinete autárquico, ajudando os autarcas eleitos no seu trabalho de proximidade para com os eleitores; trazer mais quadros para o CDS, ao longo deste mandato em que presido o partido, conseguimos trazer mais de 300 novos militantes, na maioria muito bem qualificados profissionalmente e que querem contribuir para construir o nosso futuro; reforçar as relações institucionais entre o CDS Madeira e o CDS Nacional, ainda recentemente no Conselho Nacional que decorreu em Évora, a moção sectorial que apresentei no congresso de Lamego, foi aprovada pela quase totalidade dos mais de 100 conselheiros presentes; foi esta a epopeia política que me coube realizar; é certo que muitos escolhos surgiram pelo caminho, mas todos eles foram superados, pois quando temos razão a verdade vem sempre à tona da água! Ao longo destes dois anos e meio preparei a minha sucessão, pois embora tenham surgido muitos apoios vindos de vários líderes concelhios no sentido de continuar e me recandidatar a mais um mandato, a minha palavra e o meu compromisso é para cumprir e, por via disso, anunciei que o meu sucessor deveria ser o Rui Barreto. O próximo congresso de Julho foi encarado e continua a ser preparado, no sentido do CDS ter uma transição tranquila, que continue a consolide este trabalho realizado. Vamos preparar o presente para podermos caminhar fortes para o futuro. Nas eleições regionais de 2019 na Madeira, perfila-se um cenário em que, após 43 anos, poderemos assistir ao fim das maiorias absolutas de um só partido. Os madeirenses e porto-santenses já deram sinais, nas últimas eleições regionais, onde a maioria alcançada pelo PSD ficou presa por 12 votos, que pretendem outras opções de governação, podendo o CDS, assim queiram os eleitores, ser chamado a assumir responsabilidades nesse sentido. Estamos a fazer caminho, com seriedade e racionalidade; os militantes em Julho irão decidir quem irá liderar o CDS, mas eu estou de consciência tranquila, pois a minha missão alcançou todos os objectivos propostos.

Lopes da Fonseca
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