As máscaras que caem

10 Fev 2018 / 02:00 H.

É carnaval, tempo de máscaras e mascarilhas. Há quem as ponha apenas nesta época e quem as use todos os dias.

Um dia, todas as máscaras, mesmo as “mais belas” tombam.

O tempo passa, as circunstâncias mudam, a vida continua, as máscaras caem e a mentira dá lugar à verdade.

Ultimamente temos assistido ao cair de inúmeras “máscaras”.

Desenganem-se aqueles que pensam que conseguirão iludir eternamente as pessoas, “a mentira tem perna curta”.

Não adianta tentar parecer aquilo que não se é, os disfarces não resistem para todo sempre e a mentira algum dia acabará por se revelar.

É por isso que na política como na vida, devemos ser honestos e leais connosco e com os demais.

De nada serve um brilho efémero se o mesmo for assente no trabalho dos outros ou dividir para reinar na sombra de uma máscara.

Mais cedo do que tarde todas as fragilidades serão reveladas porque um dia todas as máscaras caem.

No início da legislatura alertamos para a “mascarilha autonomista” de António Costa e para a falta de vontade do mesmo em resolver os problemas dos madeirenses e porto – santenses.

O tempo deu-nos razão. O disfarce desvaneceu.

Apesar dos vários cartazes e anúncios, António Costa não resolveu e não tenciona resolver durante esta legislatura nenhum dos problemas pendentes com a Região.

Para o primeiro - ministro, fingir resolver os problemas é apenas um meio para atingir um fim: ter um bom resultado nas próximas eleições regionais e controlar o PS – M através do terreiro do paço.

Se António Costa estivesse verdadeiramente preocupado, já teria resolvido o financiamento do novo Hospital da Madeira e revisto o modelo do subsídio social de mobilidade.

É por isso vergonhoso o comportamento de António Costa e da sua secretária geral adjunta, Ana Catarina Mendes, ao utilizarem aquele que é um investimento estrutural e prioritário para a Região, como uma arma de arremesso, chantagem e chicana política.

Com o cortejo das eleições internas o carnaval do PS - M começou mais cedo.

A máscara da vergonha tombou, as ideias e o programa deram lugar à mercearia.

Pelo meio apareceu um “folião” que nunca conseguiu desmascarar o seu real propósito: derrotar a direção política e ser uma “lebre” que entrega o partido a outros.

A autenticidade, a humildade e a dignidade são parceiros da verdade.

Não é o que acontece com este PS – M !

Perante tudo isto sou “assaltada” por uma passagem bíblica: “Não tenham medo deles. Não há nada escondido que não venha a ser revelado, nem oculto que não venha a se tornar conhecido” (Mateus 10:26).

Sara Madruga da Costa