A política serve para resolver problemas

O exercício da política é tudo menos um jogo de xadrez. É, sobretudo, uma forma de ser útil às pessoas

02 Jan 2018 / 02:00 H.

Vivemos tempos em que a credibilidade da “classe política” está fortemente ameaçada. Pela crise e pela falta de soluções para ela; pelo aumento dos meios de escrutínio público, que permite detectar e amplificar quebras de compromisso, falta de respeito pelo interesse colectivo - que tem obrigatoriamente de estar em primeiro lugar -, incoerência, inconstância. A polémica que as alterações à lei do financiamento partidário trouxe nos últimos dias é a prova daquilo que acima escrevi. Os cidadãos estão atentos, têm meios de pressão e não toleram a falta de transparência. Compete a todos os agentes políticos darem exemplos práticos do oposto.

No plano local, mais concretamente enquanto autarca na Câmara Municipal do Funchal, é isso que, modestamente, tenho tentado fazer e com bons resultados.

Candidatei-me com um programa e venho, paulatinamente, defendendo e apresentando as propostas que levei às eleições. Satisfaz-me saber que por proposta minha e do CDS os Funchalenses com filhos matriculados nas creches privadas também serão abrangidos por apoios camarários; satisfaz-me saber que por proposta minha e do CDS o cartão Eco Funchal, que premiará os munícipes que sigam boas praticas ambientais, será realidade; satisfaz-me saber que diversas propostas minhas e do CDS foram aceites e que farão parte do novo PDM. É bom saber que milhares de munícipes das zonas altas da cidade poderão legalizar as suas casas. Satisfaz-me ver que, também por pressão do CDS, o executivo camarário recuou na intenção de aplicar a derrama sobre as empresas da cidade.

De mim e do CDS não se espere grandes “jogadas políticas”. Espere-se, isso sim, trabalho em prol dos cidadãos. Essa é a minha estratégia e a estratégia municipal do CDS, ou seja, resolver problemas, sendo coerente, proactivo, votando a favor quando concorda, votando contra quando discorda e explicando sempre a razão do voto; ouvindo, dialogando; propondo soluções.

A mim e ao CDS não nos preocupa o futuro político de a, b ou c. Preocupa-nos, isso sim, o presente e o futuro dos Funchalenses.

É em prol dessa preocupação que trabalharemos, defendendo sempre as nossas ideias. Porque a política serve para resolver os problemas e porque o exercício da política é tudo menos um jogo de xadrez. É, sobretudo, uma forma de ser útil às pessoas.

Termino desejando, a todos, um grande ano de 2018.

Rui Barreto

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