O Conselho de Cultura da UMa

Numa época conturbada como a que vivemos, é fundamental que não se perca de vista a cultura

04 Jan 2013 / 03:00 H.

Para além do seu papel na formação de quadros e no desenvolvimento da investigação, espera-se das universidades uma intervenção concreta em áreas como a prestação de serviços especializados ou a atualização de conhecimentos daqueles que se encontram já no mercado de trabalho. Mas espera-se, também, que as universidades tenham um papel ativo no panorama cultural das regiões onde se inserem. Para além do seu tradicional papel dinamizador, através de conferências ou seminários, é desejável que as universidades desenvolvam esta ação no campo cultural de uma forma organizada, planeada e contínua, colaborando, para isso, com aqueles que, perto de si, se vão afirmando neste âmbito. Deve, também, procurar, através deste tipo de programação, manter os laços com os seus antigos estudantes e proporcionar aos seus atuais estudantes um espaço de afirmação própria.

Foi com estes intuitos que o Conselho Geral da Universidade da Madeira criou o Conselho de Cultura, incluindo nele quer docentes e alunos atuais, quer antigos estudantes, quer, ainda, um conjunto de personalidades da nossa vida cultural, como Faria Paulino, Paulo David, Francisco Santos e Nini Andrade. Presidido pela Professora Idalina Sardinha, o Conselho Cultural devotou o ano de 2012 à elaboração de uma primeira proposta de Programa Cultural para 2013 que será, em breve, discutido na Universidade com o objetivo de poder tornar-se numa realidade.
A cooperação e o entusiasmo de estudantes e professores só encontrou paralelo na participação ativa dos elementos externos que acolheram esta iniciativa com muita seriedade e lhe dedicaram energia e tempo, muito para lá do que lhes era solicitado. A Universidade sente-se reconhecida por tal facto e gostaria de o deixar expresso aqui, publicamente.

Concordamos todos que um programa deste tipo deverá envolver o máximo de pessoas, dentro e fora da universidade, e sair de um patamar realista a partir do qual se venha a criar um conjunto de grupos de interesse, como o teatro por exemplo, que sejam capazes de garantir a continuidade de um programa cultural progressivamente enriquecido, quer em iniciativas, quer em qualidade.
Numa época conturbada como a que vivemos, é fundamental que não se perca de vista a cultura. Como é importante que a universidade dedique parte do seu tempo e energia colaborando para manter essa parte tão importante da nossa vida coletiva. Poder fazê-lo com a cooperação de personalidades com créditos firmados foi muito gratificante. Ter a certeza de que o programa, quando aprovado, terá todas as condições para ser um sucesso permite-nos encarar este início de ano com algum otimismo. Bem precisamos. A todos, um bom ano de 2013.  
Acabamos de entrar em 2013, de modo que, se o leitor me permite, começo por lhe desejar as maiores felicidades para o futuro. E um pouco de sorte, a julgar pelo que temos vindo a escutar dos comentadores da nossa praça.

Castanheira da Costa

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