PEC - Pacto para Enganar Cidadãos

Sem moralizar as contas públicas não se moraliza o que que quer que esteja mal no nosso país

09 Ago 2010 / 02:00 H.

Em 2009 o Estado Português gastou a mais do que estava orçamentado na Lei mais de 1.800 milhões de euros. Em 2010 os contribuintes são obrigados a pagar, em impostos directos e indirectos, cerca de 1.700 milhões de euros.

Disseram-nos que era por causa da crise e inventaram o pomposo nome de Pacto de Estabilidade e Crescimento, que não é mais do que um Pacto da classe política de Lisboa para Enganar os Cidadãos.

Em 2010 o Orçamento de Estado aprova uma despesa administrativa adicional de 2.885 milhões de euros para alimentar algumas Instituições Gerais do Estado e Ministérios Governamentais.

E, a pretexto da crise internacional, reduz as prestações sociais, entre outras. e assim se explica a "Estabilidade e Crescimento" de alguns...
Por aqui se vê a "seriedade" da classe política de Lisboa, que nos pede para "apertar o cinto" e inventa medidas demagógicas de redução de despesa sem expressão financeira relevante.

Com a conivência do Presidente da República e dos candidatos a tal cargo (onde está aquele que ninguém calava?). E com a conivência daqueles que lucram mais com os negócios com o Estado do que aquilo que terão de pagar em impostos. A tal análise de contaa-corrente...

Passe a publicidade, no www.cidadaniaproactiva.blogspot.com poderá ver, diariamente e é 7 de Outubro, onde é que o Estado vai gastar a mais, departamento a departamento. Só o a Presidência do Conselho de Ministros de José Sócrates gastará a mais 17 milhões de euros em relação às Contas de 2009.

E qualquer pessoa menos atenta deveria perguntar a si mesma se, à conta e eventualmente a troco da Lei de Financiamento dos Partidos, este "manto de silêncio" justifica que coloquem os seus interesses partidários acima dos interesses do País e do Povo que, supostamente, deveriam servir?

O meu lamento cívico e por não ver mais cidadãos descomprometidos com o que quer que seja a apoiar quem queira reagir a esta "podridão" aparentemente institucionalizada.

Sem moralizar as contas públicas não se moraliza o que que quer que esteja mal no nosso país. E quanto mais cedo nos apercebermos disso tanto melhor. As contas do Estado devem ser geridas como as da nossa casa, sem ideologias e muito menos condicionamentos a lobbies e clientelas que já têm o seu futuro (dos seus filhos, netos, bisnetos, boys, grand-boys, fat-boys e honoris-boys) assegurado, ao contrário da maioria dos portugueses que ainda corre o risco de ver mais empresas fecharem e de ficarem sem postos de trabalho, dado o sufoco fiscal de um Estado que não perdoa um dia fora do prazo que seja, para liquidarmos as nossas obrigações.

Para os demagogos que pensam que estas palavras são um incentivo ao não pagamento de impostos, a questão essencial é a de que não temos políticos suficientemente inteligentes (ou independentes?) para combater a economia paralela que pouco, ou nada, declara ao Fisco. Pagar imposto sim, mas se a alguns (os trabalhadores dependentes) é exigido um esforço para pagar impostos extraordinários, não se percebe que não haja uma contenção do Estado (que não se confunde com o Povo) nesse mesmo esforço.

E fiquem, ainda, à espera do dinheiro da Lei de Meios para reagir a esta pouca-vergonha política, como se isso resolvesse a situação económica em que estamos.

Pedro Sousa

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