2019 à vista!

08 Dez 2017 / 02:00 H.

As posições conjuntas assinadas pelo BE, e pelos demais partidos de Esquerda, com o PS para viabilizar o governo minoritário nacional foi fundamental para proceder à recuperação de rendimentos retirados pela Direita, durante a vigência do Programa de Ajustamento Financeiro a que o país esteve sujeito. A devolução de rendimentos, o aumento do Salário Mínimo Nacional, o descongelamento das pensões, a valorização dos subsídios de desemprego, a reposição dos subsídios de férias e de Natal para todos os trabalhadores e pensionistas, o descongelamento das carreiras da administração pública e reposição de feriados são apenas algumas das conquistas só possíveis pelo acordo alcançado entre o BE, e restantes forças de Esquerda, e o partido que está no Governo da República. Este acordo, no entanto, não permite ir muito mais além e fica muito aquém do que seria necessário para garantir uma verdadeira alternativa de políticas que fosse para além da mera alternância, que pouco muda. Numa altura em que se começa a pensar nas eleições regionais de 2019, há quem, legitimamente, coloque em cima da mesa vários cenários que possam criar condições que afastem do poder regional o PSD Madeira, criando uma maioria parlamentar que suporte essa mudança. Com Congressos e Convenções de vários partidos no horizonte próximo, entre elas a Convenção Regional do BE marcada para Março de 2018, é natural que estas reuniões magnas discutam esses cenários e que tracem uma orientação estratégica para esse momento, que pode ser de viragem. No que diz respeito ao BE Madeira, defenderei na Convenção Regional que seja traçado um caminho de afirmação de uma estratégia própria, assente na defesa de um programa alternativo próprio, que ouse ir mais além da mera alternância sem alternativa. No fundo, defenderei um caminho de construção de respostas aos graves problemas de que a Madeira padece, no sentido de garantir melhores serviços públicos, mais bem-estar social e medidas efetivas de combate às desigualdades, à pobreza e à exclusão social. Um caminho que tenha como consequência lógica a apresentação dessas mesmas propostas do BE ao eleitorado madeirense e portossantense, com um manifesto próprio e com lista de candidatos própria às eleições regionais de 2019. Sem prejuízo de, no dia seguinte ao das eleições, cá estarmos, disponíveis, para negociar medidas concretas e necessariamente alternativas que possam dar corpo a uma solução governativa à Esquerda e que retire a Madeira do buraco em que o PSD nos meteu, ao longo destas quatro décadas de (des)governação.

Roberto Almada

Tópicos

Outras Notícias