Aqui chegados...

08 Fev 2018 / 02:00 H.

Em 2008 assumi a coordenação do BE Madeira, após cerca de 8 anos de preparação para essa tarefa. Preparação feita cuidadosamente pelo já falecido camarada Paulo Martins e pelos demais bloquistas que, imbuídos de um espírito de missão, nunca falharam com o seu contributo, com a sua opinião e com a sua crítica. De uma forma colectiva temos caminhado, todos juntos, ao longo destes anos. Partilhámos maus e bons resultados, chorámos juntos e juntos celebrámos conquistas. construímos o Bloco que hoje se pode orgulhar de ter conseguido os melhores resultados de sempre na Madeira. As vitórias, como as derrotas, não são de uma pessoa só. Nunca foram. Os resultados, bons e maus, foram sempre assumidos por todos quantos deram o melhor de si para engrandecer o Bloco. Umas vezes as coisas correram mal, outras vezes correram bem. Tenho sido, apenas, o rosto mais visível dessas derrotas e dessas vitórias por ter a tarefa de coordenar a actividade política da nossa organização. Nunca me esqueci, nem me esqueço, um dia que seja, de que sem o Paulo e todos os restantes camaradas não existiria, hoje, o Bloco. Como não teríamos chegado onde chegamos sem um colectivo que, de forma empenhada, comigo trabalhou ao longo desta década e que, na diversidade e diferença de opinião, jovens e menos jovens, decanos e recém-chegados, contribuíram de inúmeras maneiras para que agora possamos encarar os próximos desafios políticos com esperança. Se é certo que houve erros, também houve muitas ocasiões em que acertamos, fruto de uma persistência e resiliência que nos fez, por exemplo, resistir a quatro anos fora do Parlamento com enormes sacrifícios para todos quantos se empenharam e não abandonaram a Luta. Aqui chegados, e à beira da VIIª Convenção Regional que se realiza a 4 de Março próximo, só me resta agradecer todo o apoio e, até mesmo, as críticas mais duras e algumas incompreensões. O futuro do BE será o que os aderentes quiserem e livremente decidirem. Independentemente da escolha livre e democrática da Convenção, eu cá estarei, no Bloco e no Parlamento, para ajudar, no que puder. Como Coordenador, como simples Dirigente Regional ou como Aderente de base continuarei aqui a defender o Programa do Bloco e a dar o meu modesto contributo para que possamos enfrentar com sucesso os próximos embates, que vão exigir muito esforço, muita Luta e muita união de todos e todas os/as bloquistas. Este, é pois, um tempo de escolhas. Essas escolhas dos aderentes são, como sempre foram, e como têm de ser, livres e soberanas. Têm a palavra e o futuro do Bloco nas mãos. Certamente, não falharemos à Madeira e aos madeirenses!

Roberto Almada

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