2018 - estar alerta

03 Jan 2018 / 02:00 H.

A cada novo ano, renovam-se esperanças, votos e promessas de melhores dias.

Acertam-se os preçários sempre inflacionados a começar pelo cabaz básico, e evoluindo para toda uma série de outras necessidades de que dependemos todos os dias. Quanto aos rendimentos, esses pouco evoluem (quando não regridem), distanciando-nos duma vida mais digna, tal é a menor convergência que temos do que melhor tem a Europa, apesar dos auspiciosos sinais que a economia portuguesa tem vindo a apresentar.

No plano político regional e nacional, há alguns factos que neste mês de Janeiro serão conhecidos. A nova liderança nacional do PSD e a nova liderança regional do PS-Madeira.

O PS-Madeira pretende (novamente) descarrilar, após o desaire “freitista” de 2015 de que resultou a eleição de 5 deputados do PS na ALRAM - cabem todos num táxi - está o mesmo Freitas por detrás do pano a comandar as marionetas “bi-(a)céfalas” que se perfilam numa candidatura “híbrida” à liderança, para varrer com Carlos Pereira que com todos os erros estratégicos que acumula, teve a coragem de em 2015 pegar na vassoura e na pá e tentar recolher os estilhaços do seu antecessor. Vistas bem as coisas, não há assim grande sobressalto, pois o PS-Madeira tem um vasto currículo autofágico e estes personagens sinistros que se perfilam, só cumprem um guião histórico a que aquele partido já nos habituou. Contudo agora há o conluio abjecto da interferência directa do actual PM António Costa, que por mais do que uma vez, mostrou a total desconsideração pela estrutura regional do PS-Madeira e pela autonomia dos seus órgãos em exercício de funções. Se o homem faz isso com a estrutura regional do seu partido, imaginem o desrespeito que o mesmo tem pela autonomia dos portugueses da Madeira! Claro que há sempre uns prodigiosos e solícitos contorcionistas mercenários que não têm pejo nem pudor em alinhar nestes esquemas sub-reptícios. Eles alinham-se alegremente nessa trama, evoluindo no trampolim que lhes for colocado à frente.

O PSD nacional praticamente inexistente nestes dois últimos anos, na despedida dum Passos Coelho alucinado e ressabiado, necessita de se encontrar com o país e com um povo espezinhado. Se hoje temos esta maioria parlamentar denominada de “geringonça”, que inaugurou este precário entendimento das esquerdas que já não escondem as traições a céu aberto, foi porque a era de Passos/Portas doeu até ao tutano da maioria de nós.

E porque 2019 é “já a seguir” com as eleições legislativas regionais, convém estar particularmente atento ao eleitoralismo que já se faz sentir. O Governo Regional reconfigurado com Pedro Calado, corre (e bem) atrás dalgum tempo perdido nos últimos dois anos e meio. E o candidato infantilizado de Costa já só se serve da maior câmara da RAM, como palco e trampolim para a Quinta Vigia alicerçado numa endinheirada máquina de propaganda que é o alfa e ómega da sua governação.

Como se dizia ainda há umas semanas no advento natalício: vigiai e ficai alerta!...

Donato Macedo

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