Wall Street começa ano bolsista em alta e com recordes do Nasdaq e S&P500

03 Jan 2018 / 23:00 H.

A bolsa nova-iorquina encerrou hoje em alta, com os índices Nasdaq e S&P500 a começarem o ano a fixar novos máximos históricos.

Os resultados definitivos da sessão indicam que o Nasdaq valorizou 1,50% (103,51 pontos), fechando pela primeira vez acima dos sete mil pontos, nos 7.006,90. Também o S&P500 alcançou um valor inédito, ao progredir 0,83% (22,18), para as 2.695,79 unidades.

Sem fixar nenhum recorde, o Dow Jones Industrial Average avançou 0,42% (104,79), para os 24.824,01 pontos.

“Tradicionalmente, o início do mês de janeiro assiste à chegada de dinheiro fresco ao mercado. Desta vez, aproveitou ao setor tecnológico”, comentou Quincy Krosby, da Prudential.

Os títulos da tecnologia dominaram a primeira sessão bolsista do ano, com, por exemplo, a Facebook a ganhar 2,81%, a Amazon 1,67%), a Alphabet (casa-mãe da Google) 1,78% e a Twitter 2,08%.

“Depois da aprovação da reforma fiscal de Donald Trump, este setor tinha sido marginalizado, em proveito dos bancos e da indústria, suscetíveis de beneficiarem mais com as reduções fiscais”, especificou Krosby, acrescentando que os problemas da Apple no final do ano passado tinham também afetado as cotações.

Também no final do ano passado, “os investidores recearam (que os valores) descessem, depois de uma progressão muito elevada durante o ano”, indicou Tom Cahill, da Ventura Wealth Management, com os temores a materializarem-se com um recuo do Nasdaq na última semana de 2017.

Porém, os valores tecnológicos prosseguiram a sua ascensão, depois de um ano de 2017 em que apresentaram a maior valorização setorial entre os vários subíndices que integram o S&P500, com 36,9%.

A energia também fez parte dos vencedores do dia, com este subíndice do S&P500 a ganhar 1,79%.

“Está ligado às violências no Irão, mas mais em geral à expectativa de dividendos das grandes empresas, que já anunciaram a sua vontade na matéria, depois da subida das cotações do petróleo”, estimou Krosby.

A bolsa nova-iorquina continuou entretanto a beneficiar de um recuo do dólar, que se encontra no mínimo de três meses face a um cabaz de outras divisas, o que favorece as grandes empresas exportadoras dos EUA.

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