Vice-presidente da Fed defende política orçamental mais expansionista nos EUA

Stanley Fischer defendeu a Reserva Federal das críticas do presidente eleito Donald Trump

EUA /
12 Nov 2016 / 02:00 H.

O vice-presidente do banco central norte-americano, Stanley Fischer, considerou sexta-feira que uma política orçamental mais expansionista seria ‘útil’ e permitiria aliviar os esforços da política monetária.

Durante a campanha eleitoral, o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu um vasto programa de investimento de um bilião de dólares para modernizar as infraestruturas do país.

“Seria útil ter uma política orçamental mais expansionista”, declarou Fischer, falando a partir dos Estados Unidos para uma conferência em Santiago, no Chile.

O responsável da Reserva Federal (Fed) disse ainda que isso “facilitaria a tarefa da política monetária”, à qual se recorreu para apoiar a recuperação económica após a crise financeira de 2008.

“Vamos ver o que vai acontecer”, acrescentou.

Donald Trump criticou a Fed durante a campanha e acusou o banco central de alimentar uma bolha financeira com as taxas de juro muito baixas.

Em dezembro do ano passado, a Fed aprovou uma primeira subida das taxas de juro em quase dez anos, mas depois não voltou a decidir nesse sentido, esperando por uma maior solidez da economia norte-americana.

No discurso que proferiu por video-conferência, Fischer considerou que há agora “boas razões” para uma subida gradual das taxas de juro, que estão entre 0,25% e 0,50%, à medida que a Fed se aproxima dos seus objetivos quanto ao emprego e à inflação.

Depois da reunião da Fed realizada dias antes das presidenciais, que optou por deixar as taxas inalteradas, os analistas apontaram para uma maior probabilidade de subida na reunião de 13 e 14 de dezembro, a última do ano, embora a eleição de Trump possa complicar este cenário.