Venezuela contra medidas “absurdas e ineficazes” da UE

14 Nov 2017 / 10:44 H.

“A República Bolivariana da Venezuela condena firmemente a decisão do Conselho da União Europeia de tentar impor sanções ilegais, absurdas e ineficazes contra o Povo da Venezuela. Violando o Direito Internacional e os princípios sagrados do respeito pela soberania, a autodeterminação dos povos e a não interferência nos assuntos internos dos estados, estabelecidos na Carta das Nações Unidas, as instituições europeias demonstram a vergonhosa subordinação às decisões do governo dos Estados Unidos”, diz em comunicado o Consulado da Venezuela na Madeira.

Segundo a mesma nota, o Conselho Europeu também pretende convencer o mundo de um suposto consenso entre os seus Estados membros de adoptar essas medidas hostis, quando a realidade é que as principais economias europeias exerceram uma pressão considerável sobre o resto dos governos do bloco e sobre as próprias instituições da UE , deixando em evidência as notáveis desigualdades e ausência de democracia interna na “união”.

“Não é simplesmente coincidência que o Conselho da União Europeia adopte essas acções ofensivas na véspera do ressurgimento da Tabela de Diálogo Nacional na República Dominicana, anunciada tanto pelo Executivo Nacional quanto pela oposição venezuelana”, diz o comunicado, acusando da UE de ter aprovado decisões hostis que só buscam o fracasso do Diálogo Nacional e buscam favorecer aqueles que geraram violência política, morte e destruição.

“Deve-se notar que essas pretensas sanções não só atacam o povo venezuelano, mas também os milhões de europeus que escolheram nosso país como seu lar e que sofreram directamente a violência política e económica gerada pela oposição nos últimos meses”, acrescentando que “os povos do mundo e a comunidade internacional devem saber que a prioridade da Venezuela não é armas ou equipamentos militares”, mas sim “preservar a paz nacional através do diálogo e a busca do desenvolvimento com justiça social, superando os problemas atuais”.

“A República Bolivariana da Venezuela reafirma seu irrevogável carácter independente e soberano e denuncia esses actos hostis perante a Comunidade Internacional. Nenhuma decisão de elites e burocracias européias conseguirá quebrar a decisão soberana de nosso povo de ser livre. O Governo da República Bolivariana da Venezuela exige que a União Europeia cesse suas acções hostis e se distancie da agenda intervencionista do governo dos EUA que causou tanto dano ao nosso país e ao mundo”, refere a nota.