Venezuela confirma a libertação no norte-americano Joshua Holt

27 Mai 2018 / 01:10 H.

O Governo de Caracas confirmou hoje a libertação do norte-americano Joshua Holt, depois de dois anos detido numa prisão venezuelana, e da sua mulher.

O presidente Nicolás Maduro deu ordens para a sua libertação num gesto que é uma tentativa de permitir o diálogo entre Caracas e Washington, explicou o ministro venezuelano da Comunicação, Jorge Rodriguez numa declaração feita à imprensa.

“Já estão a caminho dos Estados Unidos”, disse o ministro do executivo de Maduro.

Holt é um missionário mórmon que foi acusado pelo regime de Caracas de organizar grupos armados para desestabilizar o Chefe de Estado, Nicolás Maduro.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tinha anunciado hoje a libertação de Holt.

“Boas notícias sobre a libertação do refém norte-americano na Venezuela. Deve aterrar em Washington D.C. esta tarde e estar na Casa Branca, com a sua família, pelas 24 horas [de Lisboa]. A grande gente de Utah estará feliz!”, escreveu Trump na rede social Twitter.

Holt, um mórmon do Estado do Utah, viajou em junho de 2016 para a Venezuela, onde se casou com Thamara Holt, uma venezuelana que conheceu pela Internet, tendo vivido temporariamente no país enquanto esperavam pela emissão dos vistos para viajarem para os Estados Unidos.

Em 18 de maio, Holt esteve envolvido num motim na sede dos Serviços Bolivarianos de Inteligencia (Sebin), que se prolongou por várias horas e de lá telefonou à sua mãe, Laurie Moon Holt, que disse que o seu filho temia pela vida.

Depois desse motim, os funcionários norte-americanos em Caracas exigiram poder visitá-lo, certificando-se assim de que a sua saúde não corria perigo.

Depois dos comícios eleitorais na Venezuela no domingo passado, os Estados Unidos exerceram uma intensa pressão diplomática sobre este País da América Latina, que acabou com expulsões de representantes de ambos os países.

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