Serviços secretos venezuelanos mantêm 17 detidas cujos tribunais ordenaram libertar

11 Jan 2017 / 09:00 H.

A ONG venezuelana Justiça e Processo (JP) denunciou hoje que o Serviço Bolivariano de Inteligência (SEBIN, serviços secretos) mantém detidos pelo menos 17 cidadãos que os tribunais da Venezuela ordenaram que fossem libertados.

“O Sebin não tem nenhuma justificação legal, o que faz é violar completamente a Constituição e isso ocorre porque vivemos num país de anarquia, onde não se respeitam as instituições e cada qual faz o que quer”, disse a diretora da JP.

Theresly Malavé explicou, durante uma conferência de imprensa em Caracas, que “este número é o que sabemos, porque os familiares se têm atrevido a denunciar os casos e a recorrer a distintos organismos do Estado”, advertindo que “no entanto, podem haver muitíssimos mais”.

“De toda esta situação, o Ministério Público, a Defensoria do Povo (procuradoria popular), assim como os juízes, estão informados e estão na obrigação de fazer cumprir as suas funções e iniciar as investigações contra estes funcionários (que mantêm detidos estes cidadãos)”, frisou.

Segundo Theresly Malavé, a legislação venezuelana estabelece os presos devem ser libertados de maneira imediata, depois que os tribunais ordenem que sejam libertados.

Entre os cidadãos que o Sebin mantém presos, apesar de os tribunais terem ordenado que fossem libertados, estão 14 funcionários da Polícia de Chacao (leste de Caracas) e três ativistas políticos.

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