Republicanos tentam vias para evitar separação de famílias de imigrantes ilegais nos EUA

19 Jun 2018 / 23:17 H.

Congressistas do Partido Republicano começaram hoje a procurar soluções para terminar com a política da Administração de Donald Trump em separar famílias que atravessaram ilegalmente a fronteira, mantendo as crianças junto aos pais por mais tempo.

Os líderes republicanos, partido do Presidente dos Estados Unidos, estão a rever a legislação, num momento em que se assiste a um protesto público sobre a política de “tolerância zero” da Administração norte-americana no que se refere às travessias ilegais da fronteira com o México e que implica tratar como criminosos os indocumentados que entram no país.

Uma mudança legislativa permitiria altera a regra que agora limita a permanência dos menores por um período de 20 dias e prolongaria por longos períodos ao lado dos pais, de acordo com uma fonte dos Republicanos, citado pela agência Associated Press.

“Queremos resolver o problema”, disse a mesma fonte

Os republicanos estão a trabalhar no assunto antes da visita de Donald Trump, para discutir uma revisão mais ampla da imigração, que será votada nesta semana.

O Presidente dos Estados Unidos manteve-se hoje intransigente quanto à política controversa de separação de famílias de migrantes, afirmando que foi a única hipótese possível para lutar eficazmente contra a imigração clandestina.

“Não quero que as crianças sejam separadas dos seus pais”, disse Trump, acrescentando que, “quando se acusa os pais por entrada ilegal no país, o que deve ser feito, deve-se separar os filhos”.

Insistindo na necessidade de combater os que “jogam com o sistema”, o Presidente dos Estados Unidos acusou os ‘media’ de serem cúmplices deles.

“Não queremos que as pessoas entrem no nosso país. Queremos que eles passem por um processo legal e queremos, em última análise, um sistema de mérito”, afirmou, acrescentando: “Aqueles que solicitam asilo legalmente não são acusados de entrada ilegal e os media falsos nunca os menciona, eles ajudam esses contrabandistas e traficantes como ninguém poderia acreditar”.

De acordo com números oficiais divulgados segunda-feira pela Administração do Presidente Donald Trump, e que demonstram uma aceleração desta prática, mais de 2.300 crianças e jovens migrantes menores foram separados das suas famílias na fronteira com o México em apenas cinco semanas.

Apesar dos protestos generalizados, Trump tem reafirmado que não permitirá que os EUA se tornem num “campo para migrantes”.

Na segunda-feira, a ONU denunciou a medida como uma política “inadmissível” e “cruel”.

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