Remoção dos corpos das vítimas de acidente aéreo no Irão será longa e perigosa

Irão /
20 Fev 2018 / 14:23 H.

As equipas de socorro iranianas disseram hoje que a remoção dos corpos das 66 vítimas mortais do acidente aéreo ocorrido no domingo, numa zona montanhosa no sudoeste do Irão, poderá ser um processo longo e perigoso.

Após dois dias de buscas, dificultadas por causa da neve e do nevoeiro, as autoridades iranianas anunciaram hoje de manhã que tinham localizado os destroços do aparelho numa zona montanhosa. A topografia da zona está a dificultar o acesso ao local.

“As escarpas profundas e perigosas (...) impedem os helicópteros de aterrar”, afirmou Ghafoor Rastinrouz, diretor do centro médico regional, em declarações à agência noticiosa iraniana Irna, indicando que os corpos das vítimas terão de ser deslocados para um local de melhor acessibilidade. Um processo que “levará tempo”, admitiu o responsável.

O aparelho da companhia iraniana Aseman Airlines, que fazia a ligação entre Teerão e Yasouj (sudoeste), despenhou-se no domingo na Cordilheira de Zagros, a maior região montanhosa do Irão, durante uma tempestade de neve. A bordo estavam 60 passageiros e seis tripulantes.

Segundo a televisão estatal Irib, um piloto das equipas de socorro afirmou ter visto “corpos dispersos em redor do avião”, precisando que os destroços do aparelho estão a cerca de 4.000 metros de altitude no Monte Dena.

Uma centena de alpinistas estão naquela zona desde segunda-feira e várias equipas de socorro estão a ser transportadas para perto do local do acidente em helicópteros.

“Os helicópteros estão a transportar equipas de socorro para um lugar mais próximo, porque o acesso ao local do acidente é muito difícil”, disse Ali Abedzadeh, responsável pela organização de aviação civil iraniana, citado pela televisão estatal.

“Só alpinistas profissionais e treinados podem ir lá, aproximar-se do avião e trazer os corpos de volta”, referiu.

As autoridades da província de Isfahan informaram entretanto que quatro socorristas do exército iraniano já conseguiram chegar ao local e começaram os trabalhos relacionados com a remoção dos corpos e com as buscas da caixa negra do aparelho.

Após o acidente, o Gabinete francês de Investigação e Análise da Aviação Civil (BEA, na sigla em francês) anunciou o envio de três investigadores e conselheiros técnicos para o Irão. A chegada destes peritos estava prevista para segunda-feira, mas, até ao momento, ainda não foi confirmada por fontes iranianas.

Outras Notícias