Raides aéreos das forças do regime sírio matam 23 civis perto de Damasco

05 Fev 2018 / 14:20 H.

Pelo menos 23 civis, incluindo quatro crianças, morreram hoje em ataques aéreos conduzidos pelas forças do regime sírio em várias localidades de Ghouta oriental, região rebelde próxima de Damasco, divulgou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

Os raides mais mortíferos visaram a localidade de Beit Sawa, onde nove pessoas, incluindo duas crianças, morreram num mercado, precisou a organização não-governamental, com sede em Londres.

O regime sírio liderado pelo Presidente Bashar al-Assad bombardeia quase diariamente a região de Ghouta oriental.

Cercados desde 2013 pelas forças do regime, os perto de 400 mil habitantes desta zona rebelde (um subúrbio da capital síria) enfrentam uma grave crise humanitária, marcada pela escassez de alimentos e de medicamentos.

Nas últimas semanas, o regime de Damasco tem sido acusado de realizar vários ataques químicos nesta região.

A 22 de janeiro, o OSDH relatou 21 casos de sufocação, enquanto habitantes e fontes médicas locais relataram um ataque com gás cloro.

Na sexta-feira passada, o secretário da Defesa norte-americano, Jim Mattis, chegou a declarar que os Estados Unidos temiam que gás sarin tivesse sido utilizado recentemente na Síria. Acusações que foram rejeitadas pelo regime de Bashar al-Assad.

Em reação aos raides aéreos realizados pelas forças governamentais, os rebeldes de Ghouta oriental têm disparado regularmente tiros de morteiro sobre Damasco.

Uma mulher morreu e outras três pessoas ficaram feridas durante ataques conduzidos hoje pelos rebeldes contra a capital síria, segundo indicou a agência de notícias oficial Sana.

Desencadeado em março de 2011 pela violenta repressão do regime de Bashar al-Assad de manifestações pacíficas, o conflito na Síria ganhou ao longo dos anos uma enorme complexidade, com o envolvimento de países estrangeiros e de grupos ‘jihadistas’.

Num território bastante fragmentado, o conflito civil na Síria provocou, desde 2011, mais de 350.000 mortos, incluindo mais de 100 mil civis, e obrigou milhões a abandonarem as respetivas casas.

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