Presidente do parlamento catalão ouvida no Supremo por suspeitas de rebelião

09 Nov 2017 / 08:30 H.

A presidente do parlamento da Catalunha e mais cinco deputados regionais, todos membros da Mesa da instituição, são ouvidos hoje pelo Tribunal Supremo espanhol, em Madrid, por suspeitas de delito de rebelião, sedição e desvio de fundos públicos.

Carme Forcadell e os deputados regionais foram acusados pelo Ministério Público de terem apoiado a tentativa, considerada ilegal pelo Tribunal Constitucional, de criar uma república independente na comunidade autónoma da Catalunha.

Os seis já se tinham apresentado no tribunal há uma semana, mas na altura pediram o adiamento da audiência, alegando que necessitavam de mais tempo para preparar a defesa, visto terem sido notificadas para comparecer apenas dois dias antes.

O Tribunal Constitucional espanhol anulou na quarta-feira a Declaração Unilateral de Independência, que já tinha suspendido de forma cautelar, depois da sua aprovação no parlamento da Catalunha em 27 de Outubro, cuja votação foi organizada pela Mesa da instituição.

O governo catalão, com o apoio do parlamento regional, organizou em 01 de outubro último um referendo de autodeterminação que serviu de base para a aprovação da Declaração Unilateral de Independência.

O Governo de Mariano Rajoy, do Partido Popular (direita), apoiado pelo maior partido da oposição, os socialistas do PSOE, activaram também em 27 de Outubro último um artigo da Constituição espanhola que lhes permitiu dissolver o parlamento regional, anunciar a realização de eleições em 21 de Dezembro próximo e destituir todo o governo catalão.

Entretanto, o presidente do governo catalão, Carles Puigdemont, e mais quatro membros do seu executivo ausentaram-se para Bruxelas (Bélgica), tendo precipitado a decisão da Audiência Nacional (tribunal especial espanhol) de enviar para a prisão, como medida cautelar, os restantes oito ministros regionais que se apresentaram para prestar declarações.