PR venezuelano acusa EUA de pressionarem ONU para não enviar observadores às eleições

08 Mar 2018 / 08:50 H.

O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, acusou hoje os EUA de pressionarem o secretário-geral da ONU, António Guterres, para não enviar uma missão de observadores às eleições presidenciais previstas para 22 de maio.

“Agora, o Governo dos Estados Unidos está a fazer pressão ao secretário-geral das Nações Unidas para que não envie uma delegação de observação eleitoral”, disse.

Nicolás Maduro falava em Caracas, durante o encerramento do evento “Venezuela Somos Todos”, no qual participam simpatizantes de vários países.

“O secretário-geral das Nações Unidas, sabe que está dentro dos seus poderes (...) designar comissões para observação eleitoral e acompanhamento eleitoral”, disse.

Nicolás Maduro pediu a António Guterres, “em nome da Venezuela”, que seja selecionada em breve uma delegação da ONU, “para que se junte aos processos de auditoria” do sistema eleitoral.

“Sei que o Governo dos EUA anda como louco, fazendo ‘lobby’, porque o império norte-americano e a direita continental decidiram uma linha de dupla ação. Eles avaliaram os cenários eleitorais e sabiam que em nenhum cenário ganharão as eleições presidenciais de 2018”, disse.

Nicolás Maduro frisou ainda que em 2016 e 2017 o pedido principal da oposição era que as eleições presidenciais fossem antecipadas.

“Satisfizemos essa petição”, afirmou.

“Agora, depois de ter sido estabelecido 22 de abril como data de consenso para fazer as eleições, eles [a oposição venezuelana] não quiseram assinar o documento. Continuámos a conversar em Caracas e adiou-se (as eleições) mais cinco semanas, para 20 de maio”, disse.

Segundo Nicolás Maduro o império norte-americano decidiu “desconhecer, boicotar e sabotar” as eleições presidenciais venezuelanas e “apoiar com recursos um processo de desestabilização política que passa inclusive por apoiar um golpe de Estado tradicional”.

“Eu lhes digo: na Venezuela não haverá golpe de Estado. Na Venezuela haverá eleições a 20 de maio e a Venezuela continuará o seu caminho pela paz”, frisou.

A Venezuela deverá realizar, no próximo 20 de maio, eleições presidenciais antecipadas, conjuntamente com legislativas e para os conselhos municipais.

A oposição insiste que não existem condições que garantam umas eleições livres e justas, pelo que não apresentará qualquer candidato.