Paris vai acolher o 1º encontro de cientistas portugueses residentes em França

Paris /
28 Set 2017 / 10:38 H.

A Associação de Graduados Portugueses em França (AGRAFr) vai organizar, no sábado, no Consulado-Geral de Portugal, em Paris, o seu primeiro encontro de investigadores portugueses residentes em França.

O evento pretende falar sobre ciência em português e tirar os cientistas do laboratório para alargarem a sua rede de contactos junto da comunidade científica portuguesa residente em França e em Portugal.

“O grande objetivo é dar uma oportunidade para os investigadores portugueses que estão a trabalhar em França se encontrarem num ambiente informal, fora dos laboratórios. O segundo objetivo é discutir temáticas que interessam a este público e criar laços entre a comunidade científica portuguesa em França e os convidados que vêm de Portugal”, disse à Lusa Ana Rita Furtado, presidente da AGRAFr.

A reunião quer, também, fazer com que a “ciência em português” seja um elo de ligação entre Portugal e França.

“Os cientistas são portugueses e quando se encontram falam, normalmente, em português. Depois, temos uma diáspora científica muito forte e que pode ser um dos motores de ligação entre estes dois países”, acrescentou Ana Rita Furtado, apontando para a existência de “milhares” de investigadores portugueses “em toda a França”.

O encontro vai contar com mesas redondas sobre “A Ciência e os Cientistas entre dois países” e “Os cientistas e a sociedade de hoje”, que vão ter a participação de Graça Raposo, diretora-adjunta do departamento de Biologia Molecular CNRS-Instituto Curie, em Paris, Nuno Ferrand, Coordenador Científico do Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos da Universidade do Porto, e David Marçal, coordenador da rede Global Portuguese Scientists.

Ana Rita Furtado acrescentou que o primeiro tema - “A Ciência e os Cientistas entre dois países” - vai centrar-se na relação entre Portugal e França e “na forma como os cientistas fazem parte dessa relação contínua”, algo que se relaciona com “a diplomacia científica porque enquanto embaixadores civis os cientistas têm um papel importante”.

A segunda parte - “Os cientistas e a sociedade de hoje” - vai focar-se “no peso dos cientistas na sociedade do conhecimento”, no seu papel na sociedade em geral e na forma como os investigadores se veem e são vistos, concluiu a presidente da associação.

A AGRAfr - que tem atualmente “cerca de 450 membros”, dos quais 30% são cientistas - associou-se, a 4 de março, a uma jornada de ciência em português durante a exposição “Viral, uma experiência contagiante” que esteve no Palais de la Découverte e que foi concebida pelo Pavilhão do Conhecimento - Ciência Viva, em Lisboa.

A associação também é parceira do projeto lançado por cientistas portugueses no Reino Unido, “Native Scientist”, que leva investigadores portugueses a escolas que têm aulas em português, incluindo em França.

Outras Notícias