Oposição da Venezuela está disposta a retomar diálogo com o regime

09 Nov 2017 / 19:21 H.

A coligação da oposição venezuelana, Mesa de Unidade Democrática (MUD), anunciou hoje que está na disposição de retomar o diálogo “sério” com o regime do Presidente Nicolás Maduro.

O anúncio foi feito pelo presidente da Assembleia Nacional (parlamento, onde a oposição é maioritária), Júlio Borges, durante numa conferência de imprensa em Caracas.

Segundo a oposição, o diálogo teria que contar com a presença de observadores de pelo menos seis países e teria como propósito conseguir garantias de transparência para as eleições presidenciais de 2018 e ainda a intenção de “conseguir restituir a democracia à Venezuela”.

Nesse sentido, acrescentou, a oposição tem mantido contactos com vários países da América Latina.

“Estamos na disposição de continuar a bater à porta de países da região. Já batemos à porta do México, Chile e Paraguai, que disseram estar na disposição de ajudar nesse sentido”, frisou.

Segundo o presidente da Comissão de Política Exterior do parlamento, Luís Florido, a oposição está pronta “para esse processo” e espera que “o Governo também esteja”.

Luís Florido disse ainda que na terça-feira os líderes pda oposição reuniram-se e chegaram a acordo para reforçar os contactos internacionais.

“É a primeira vez que vamos ter um processo de negociação internacional. A presença de alguns destes países do Grupo de Lima (composto pelos ministros dos Negócios Estrangeiros da Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Paraguai e Peru) não é qualquer coisa. Não podemos garantir que será um sucesso, mas informaremos o povo venezuelano sobre tudo o que ocorrer na negociação”, disse.

No passado dia 26 de setembro a oposição deu por terminado um processo de diálogo iniciado a 13 de setembro, na República Dominicana, por considerar que não estavam reunidas as condições para continuar a dialogar.

Segundo a oposição haviam “pré-requisitos” que o regime do Presidente Nicolás Maduro deveria cumprir, em questões de “direitos humanos” e no campo eleitoral que não estavam a ser respeitados.

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