Nepal proíbe cegos e amputados de escalarem o monte Evereste

Nepal /
28 Dez 2017 / 16:47 H.

O Governo do Nepal aprovou hoje uma lei que proíbe de escalarem o Evereste as pessoas cegas, as que sofreram amputações duplas e as que sejam declaradas por médicos não aptas, uma legislação criada com a preocupação da segurança.

A lei, uma emenda ao Regulamento de Expedições de Montanhismo, foi apresentada pelo Ministério da Aviação Civil e Turismo há dois meses, explicou à agência Efe o secretário do departamento, Maheshwor Neupane.

Entrará em vigor logo após a publicação em diário oficial, disse o diretor-geral do Departamento de Turismo, Dinesh Bhattarai, indicando que a medida legislativa esteve em debate nos últimos dois anos.

A Associação de Montanheiros do Nepal, através do presidente, Shant Bir Lama, expressou concordância com a nova lei, afirmando que “escalar o monte Evereste é um desafio para uma pessoa saudável e é muito difícil e desafiante para uma pessoa com incapacidade severa, podendo custar-lhe a vida”.

Os ‘sherpas’, etnia da região mais montanhosa dos Himalaias que se dedicam à função de guia, acolheram também a nova disposição, uma vez que interdita igualmente o acesso à montanha a indivíduos que não se façam acompanhar de pelo menos um guia, não havendo necessidade de pagar as altas taxas estipuladas para obter a autorização.

No passado, várias pessoas com deficiência lograram subir com êxito o monte Evereste, o “Teto do Mundo”, com 8.848 metros de altura. Foram os casos do norte-americano Erik Weihenmayer (cego total), em 2001, e o neozelandês Mark Inglis (sofreu amputação das duas pernas), em 2006.

Pelo menos 5.300 montanheiros, 445 no ano passado, atingiram o topo da montanha mais alta dos Himalaias, desde que o neozelandês Edmund Hillary e ‘sherpa’ nepalês Tenzing Norgay se tornaram nos primeiros a conseguirem alcançar o cume, em 1953.

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