Movimento nacionalista adverte que intervenção estrangeira vai prejudicar população

15 Ago 2017 / 10:19 H.

Um movimento nacionalista venezuelano advertiu que uma intervenção estrangeira no país vai prejudicar a população e acusou o regime do antigo Presidente Hugo Chávez de ter entregado a soberania da Venezuela a Cuba.

O movimento nacionalista Ordem condenou “a ocupação” cubana e a entrega de “interesses territoriais e recursos naturais” à China e à Rússia, sublinhando estar a advertir os venezuelanos para esta realidade desde 2012.

“Uma intervenção militar estrangeira pode trazer nefastos resultados para a população civil, como se tem demonstrado nos países onde aconteceu. Nesse sentido, acusamos o regime castro-comunista instalado por Hugo Chávez, como principal culpado de auspiciar, com ação e omissão, a ocupação cubana e a iminente intervenção militar norte-americana”, declarou o movimento em comunicado, divulgado na segunda-feira.

Por outro lado, enquanto o regime ‘chavista’ entregava a soberania da Venezuela a Cuba, não se viu qualquer “resistência por parte dos dirigentes da oposição”, apesar do “falso patriotismo” dos governantes.

Além de “crimes que lesam a pátria”, o movimento acusou o Governo venezuelano de desfalcar os bens públicos, corrupção e nepotismo, homicídio de “jovens que lutam por um futuro melhor”, perseguição dos dissidentes políticos e de se dedicar a actividades de “crime internacional, como o terrorismo e o narcotráfico”.

O movimento lamentou que alguns venezuelanos esperem acções de outros países: “Entendemos (...) que na ausência de um verdadeiro exemplo de patriotismo (...) o resultado seja apatia e desapego, fatores que permitiram a consolidação da tirania”.

“Dói-nos ter que aceitar que as nossas forças armadas se prestaram vilmente à entrega da nossa soberania a Cuba, (...) que foram guardas pretorianas de partidos que não zelaram pela soberania, assim como se ajoelhou o ministro da Defesa, perante o tirano Fidel Castro. Dói-nos que sejam forças norte-americanas, e não as nossas forças armadas, que atuem para expulsar os invasores estrangeiros da nossa terra”, prosseguiu.

No documento, o Ordem afirmou desprezar também “a oposição”, a aliança opositora Mesa de Unidade Democrática, que condenou as sanções norte-americanas, mas “jamais condenou a invasão cubana e a entrega da soberania nacional a potências estrangeiras”.

“Sob estas circunstâncias, assumimos com valor e determinação a realidade política da nossa nação (...) mantendo erguido o nacionalismo venezuelano”, concluiu.

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