Ministério do Interior reúne-se de urgência para estudar protecção às forças de segurança catalãs

Guarda /
03 Out 2017 / 11:24 H.

O ministro do Interior espanhol convocou hoje “com caráter de urgência” uma cimeira da direção do Ministério para estudar respostas às ameaças de que estão a ser alvo os agentes da Polícia Nacional e da Guarda Civil na Catalunha.

Fontes do Ministério do Interior, citadas pela EFE, dizem que Juan Ignacio Zoido convocou a reunião para analisar todas as medidas legais destinadas a defender os polícias e guardas civil, tendo como pano de fundo o Estado de Direito.

Na reunião participam o secretário de Estado da Segurança, José Antonio Nieto, e os diretores-gerais da Polícia Nacional, Germán López Iglesias, e da Guarda Civil, José Manuel Holgado.

Já hoje, em comunicado, a União dos Oficiais da Guarda Civil declarou que as forças de segurança do Estado “estão à altura das circunstâncias”, apesar de estarem a ser “traídas” e “manipuladas” pelos cidadãos da Catalunha, e sublinhou que a situação que as forças de segurança enfrentam na Catalunha se assemelha ao que “se passou no País Basco em 1981”.

O documento foi emitido na sequência dos “lamentáveis incidentes que estão a acontecer na Catalunha” e pede aos políticos que estejam à altura das circunstâncias.

“As forças e os corpos de segurança do Estado estão cercados em hotéis, abandonados à sua sorte e foram traídos por alguns Mossos d’Esquadra (corpo de polícia da autonomia da Catalunha) desleais e controlados por políticos traidores que assistem através do WhatsApp ao linchamento dos nossos companheiros”, alerta o documento.

“Senhor Rajoy (primeiro-ministro), senhor Sanchéz (líder do PSOE), senhor Rivera (líder do partido Ciudadanos), a Guardia Civil morre, mas não se rende. A Guardia Civil existe para servir com honra o Estado, com lealdade, com abnegação, com firmeza e com prudência e de forma serena perante o perigo e sem violência”, frisa a declaração.

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