Maduro pede a Espanha que “não devolva” político da oposição Antonio Ledezma

18 Nov 2017 / 12:59 H.

O Presidente venezuelano pediu a Espanha para “não devolver” Antonio Ledezma, dirigente da oposição e ex-presidente da Câmara Metropolitana de Caracas, que na sexta-feira deixou Bogotá, com destino a Madrid, depois de se ter refugiado na Colômbia.

“Hoje [sexta-feira] escapou António Ledezma, o vampiro, voando livre pelo mundo. Agora (...) dizem que vai para a Espanha. (...) Não o devolvam (...), fiquem com esse vampiro por lá. Cuidado, gente de Madrid”, disse.

Nicolás Maduro falava no relançamento do programa governamental Grande Missão Justiça Socialista, transmitido pela televisão estatal venezuelana, durante o qual se referiu ao autarca como um “vampiro”, uma das personagens da antiga série de televisão norte-americana “The Munsters”.

O ex-presidente da Câmara Metropolitana de Caracas e dirigente da oposição venezuelana, Antonio Ledezma, deixou Bogotá na sexta-feira, com destino a Madrid, Espanha, depois de se ter refugiado na Colômbia.

Em declarações à NTN24, António Ledezma disse que recebeu informações dos serviços secretos venezuelanos de que “havia outras intenções” contra si e contra outros líderes da oposição, que o levaram a planear a sua fuga do país.

Ledezma, que em outubro foi distinguido pelo Parlamento Europeu com o Prémio Sakharov 2017, refugiou-se na Colômbia, tendo entrado no país na manhã de sexta-feira por via terrestre, segundo um comunicado do departamento de Migração do Ministério dos Negócios Estrangeiros daquele país vizinho da Venezuela.

Antonio Ledezma, de 62 anos, foi preso em 19 de fevereiro de 2015, tendo sido submetido ao regime de prisão domiciliária, sob a acusação de ter participado em “projectos conspirativos” contra o regime e a vida de Nicolás Maduro.

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