Macron repudia acusações de Assad de “apoio ao terrorismo”

19 Dez 2017 / 12:51 H.

O Presidente francês, Emmanuel Macron, repudiou hoje as duras críticas do Presidente sírio, Bashar al-Assad, que acusou a França de “apoio ao terrorismo”.

“Nós temos sido coerentes desde o início” na luta contra um único inimigo -- o “’Daesh’” (acrónimo árabe do grupo radical Estado Islâmico) -, na síria, declarou Macron à imprensa, após um encontro com o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg.

O chefe de Estado francês considerou “inaceitáveis” as observações de Assad, argumentando que “se há alguém que lutou e pode vencer até final de fevereiro é a coligação internacional”, numa referência ao prazo que definiu há dias para derrotar o Estado Islâmico na Síria.

“Não acredito que possamos construir uma paz duradoura e uma solução política sem a Síria e os sírios, mas não acredito que a Síria se resuma a Bashar al-Assad”, acrescentou.

Macron classificou também como “deslocadas” as considerações de Assad, comentando que o ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Jean-Yves le Drian, respondeu bem ao Presidente sírio, esta segunda-feira a partir de Washington: “Quando passamos o tempo a massacrar o seu povo, geralmente somos um pouco mais discretos”.

“A França foi o porta-estandarte do apoio ao terrorismo na Síria desde o início” do conflito, considerou Assad, esta segunda-feira, referindo-se ao apoio dado por Paris aos rebeldes que lutam contra o seu regime desde 2011.

Este país “não está em condições de fazer uma avaliação de uma conferência de paz”, adiantou aos jornalistas.

Desencadeada em 2011 pela repressão de manifestações pacíficas pelo regime, a guerra na Síria já causou mais de 340.000 mortos e milhões de deslocados e refugiados.

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