Líderes das Américas prometem em cimeira reforçar combate à corrupção

15 Abr 2018 / 06:22 H.

Os líderes políticos do continente americano, com a única ausência da Venezuela, aprovaram hoje o Compromisso de Lima na VII Cimeira das Américas, um documento que sugere maior cooperação jurídica, democracia, transparência e participação cidadã para combater a corrupção.

O compromisso de Lima foi aprovado pelos 34 países representados e por aclamação, a pedido do Presidente peruano Martín Vízcarra, o vice-presidente que em março passado sucedeu a Pedro Pablo Kuczynski, que renunciou precisamente por suspeitas de corrupção.

O documento aborda o tema da “Governabilidade democrática face à corrupção”, com o actual chefe de Estado peruano a exortar os seus colegas a formar “uma aliança regional contra a corrupção” que forneça “soluções concretas para lutar contra a corrupção” e avançar “até uma democracia de qualidade que garanta o desenvolvimento dos cidadãos”.

Nesse sentido, o documento inclui 57 pontos que exigem aos países subscritores um reforço da cooperação jurídica para combater o “suborno internacional”.

A cooperação entre as “autoridades judiciais, policiais, fiscais e serviços de informações financeiros a autoridades administrativas” nas investigações por corrupção foi outro dos propósitos manifestados no encontro.

O Presidente boliviano Evo Morales, numa declaração que contrastou com os restantes dirigentes, apoiou o combate contra a corrupção, mas alertou sobre “uma falsa luta” nesse sentido, no que constitui uma defesa do ex-presidente brasileiro Lula da Silva, condenado a 12 anos por supostos delitos de corrupção.

Nessa perspectiva, e citado pela agência noticiosa Efe, defendeu que a luta anticorrupção também deve abranger os paraísos fiscais “onde se alimenta, tolera e promove” este fenómeno.

No seu discurso divergente com a maioria dos presentes, Morales também atribuiu a responsabilidade da corrupção ao “capitalismo”, às “empresas transnacionais” e à “especulação” que tem por único objectivo “a concentração da riqueza”.

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