Governo do Brasil decide ajuda humanitária para milhares de emigrantes venezuelanos

14 Fev 2018 / 18:52 H.

O presidente brasileiro, Michel Temer, reuniu-se hoje com membros de seu gabinete com o objectivo de projectar uma “grande acção humanitária” na fronteira com a Venezuela para apoiar milhares de imigrantes que fogem da crise naquele país.

“É uma acção de apoio aos imigrantes” porque é “necessário abordar um êxodo causado pela fome sofrida pelos venezuelanos hoje”, disse o ministro da Segurança Institucional, Sergio Etchegoyen, um dos participantes na reunião.

Segundo o ministro, o Brasil tem “o dever” de apoiar esse enorme fluxo migratório, que nos últimos meses levou cerca de 40 mil venezuelanos a instalarem-se em Boa Vista, capital do estado fronteiriço de Roraima que já tinha cerca de 320 mil habitantes.

Sergio Etchegoyen afirmou que a situação é de uma “seriedade sem precedentes” e que o Governo brasileiro deve garantir a estada daqueles que chegaram da Venezuela, mas também dar atenção social a toda a população que sofre com a chegada dos imigrantes.

A reunião contou com a presença do Ministro da Justiça, Torquato Jardim, e do Ministro da Defesa, Raúl Jungmann, que na última segunda-feira, juntamente com a Sergio Etchegoyen, acompanhou Temer em visita à cidade de Boa Vista.

Jungmann reiterou que as Forças Armadas vão expandir a sua presença na fronteira com a Venezuela, mas esclareceu que “não para evitar que os venezuelanos chegassem”, mas para “exercer um melhor controlo sobre essa área” e identificar as necessidades daqueles que chegam.

Referiu ainda que em Pacaraima, que marca a fronteira com a Venezuela e é o principal ponto de entrada dos venezuelanos, será instalado um hospital de campanha militar para ajudar a rede de saúde pública daquela cidade, que tem apenas 10.000 habitantes e cujos serviços foram dominados pela imigração maciça.

Os ministros indicaram que as medidas serão confirmadas num decreto que será publicado na quinta-feira e não exclui que outras medidas possam ser adoptadas para “ordenar” o fluxo migratório provocado pela grave crise política, social e económica em que a Venezuela se afundou.

Outras Notícias