Ex-chefe do governo da Malásia com 25 novas acusações de corrupção e lavagem

20 Set 2018 / 12:03 H.

O ex-primeiro-ministro da Malásia Najib Razak foi hoje confrontado com 25 novas acusações de corrupção e branqueamento de dinheiro no âmbito da investigação sobre o presumível desvio multimilionário do fundo de investimento público 1MDB.

Najib, 65 anos e que esteve no poder entre 2009 e 2018, foi detido na quarta-feira e declarou-se hoje inocente em relação a todas as acusações -- quatro por corrupção e 21 por branqueamento -- lidas num tribunal em Kuala Lumpur.

A comissão anticorrupção malaia conseguiu que Najib fosse detido no quadro da investigação sobre o escândalo financeiro da sociedade estatal 1Malaysia Development Berhad (1MDB) e a alegada transferência de 681 milhões de dólares (581,6 milhões de euros) para a sua conta pessoal.

O escândalo e as suspeitas de desvio de grandes somas daquele fundo de investimento pelo ex-primeiro-ministro e aliados desempenharam um papel chave na derrota nas eleições de maio da coligação dirigida por Najib face à aliança do primeiro-ministro Mahathir Mohamad.

O novo governo anunciou que pretendia recuperar os fundos desviados da 1MDB, criada em 2009 por Najib para promover o desenvolvimento económico do país.

Desde que deixou a chefia do governo, Najib já foi detido duas vezes e depois libertado sob fiança, acusado de vários crimes ligados ao presumível desvio de cerca de 10 milhões de dólares (8,5 milhões de euros) de uma antiga entidade do fundo 1MDB.

O Departamento de Justiça norte-americano, que procura recuperar bens adquiridos ilegalmente, calcula que 4,5 mil milhões de dólares (3,8 mil milhões de euros) foram desviados daquele fundo.

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