EUA pedem à NATO mais mil soldados para o Afeganistão

EUA /
05 Out 2017 / 14:10 H.

Os Estados Unidos pediram aos seus aliados na NATO o envio de “cerca de um milhar” de soldados suplementares para o Afeganistão, onde também pretendem aumentar a sua presença, indicou hoje a embaixadora norte-americana junto da Aliança Atlântica.

No quadro da “nova estratégia” anunciada pelo Presidente dos EUA, Donald Trump, “os números gerais” previstos para reforçar as tropas ocidentais no Afeganistão “são 3 mil soldados norte-americanos e cerca de mil soldados aliados”, disse Bailey Hutchison.

A embaixadora sublinhou que o pedido dos EUA à NATO, cuja missão “Resolute support” contribui para a formação do exército afegão, ainda não foi “finalizado”.

“O nosso objectivo é dizer muito rapidamente, em cerca de duas semanas, o que precisamos exactamente”, explicou.

Os ministros de defesa dos 29 países da Aliança Atlântica devem encontrar-se em Bruxelas no início de Novembro e devem discutir as suas contribuições, mas, até lá, os líderes militares vão estudar os detalhes do pedido de reforço norte-americano.

Hutchison insistiu que os Estados Unidos seriam “muito específicos” no seu pedido, solicitando aos aliados que forneçam soldados em certas “áreas de especialização” e com “capacidades específicas”.

“O nosso objectivo é começar a ver um aumento no número de treinadores e conselheiros (dentro da missão) o mais rapidamente possível”, acrescentou.

A nova abordagem dos EUA - apesar de Donald Trump ter defendido uma retirada do Afeganistão - foi decidida em agosto, depois de uma longa avaliação da situação no terreno, onde os talibãs recuperam terras e controlam quase 40% do território.

Mais de 15 países membros da NATO já concordaram em enviar tropas adicionais para o Afeganistão.

A Aliança Atlântica também espera contar com muitos países parceiros, como a Geórgia e o Azerbaijão, que estiveram envolvidos na missão “Resolute Support” há anos, mesmo que não sejam membros da organização.

As forças da missão equivalem actualmente a 5 mil soldados não-norte-americanos, cujo número total no Afeganistão é de cerca de 11 mil.