EUA condenam ataque em Jerusalém e pedem “tolerância zero” contra terrorismo

16 Jul 2017 / 01:30 H.

A Administração norte-americana condenou hoje o ataque esta sexta-feira num local de culto em Jerusalém, no qual morreram dois polícias, e pediu “tolerância zero” perante o terrorismo, considerando-o “incompatível” com o objetivo da paz entre israelitas e palestinianos.

“Deve haver tolerância zero perante o terrorismo. É incompatível com o objetivo de paz e devemos condená-lo nos termos mais fortes, derrotá-lo e erradicá-lo”, sublinha um comunicado da Casa Branca, citado pela agência Efe.

O Governo norte-americano condenou “energicamente” o ataque esta sexta-feira na Cidade Velha de Jerusalém num local de culto do local conhecido pelos muçulmanos como Santuário Nobre e pelos judeus como Monte do Templo, em que três devotos muçulmanos mataram a tiro dois agentes da polícia israelita, tendo depois sido abatidos no local.

As autoridades israelitas encerraram de imediato o local e detiveram mesmo o grande mufti de Jerusalém -- Mohamed Husein, a mais alta entidade religiosa muçulmana na cidade -- quando dirigia as orações perante a multidão nas imediações e apelava à reza na mesquita de Al Aqsa, dentro do complexo que tinha sido encerrado pelas forças de segurança israelitas.

A esplanada das mesquitas de Jerusalém continua hoje com as portas fechadas, pelo segundo dia consecutivo, como medida excecional depois do ataque de sexta-feira.

O presidente da Autoridade Nacional Palestiniana (ANP), Mahmoud Abbas, pediu ao primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, para cancelar a medida e, de acordo com a agência de notícias Wafa, pediu ao Governo jordano, que tem a custódia do local de acordo com o ‘status quo’, para interceder neste sentido junto do Governo israelita.

Os dirigentes do Hamas em Gaza apelaram hoje aos palestinianos para atacarem as forças de segurança israelitas em Jerusalém e os colonos na Cisjordânia, descrevendo o encerramento do local de culto como “guerra religiosa”.

A Casa Branca considerou que “Israel mostrou ao mundo que não tem nenhuma intenção de alterar o ‘status quo’ do local sagrado [entendimento entre as comunidades religiosas relativo a nove locais de culto partilhados em Jerusalém e Belém], uma decisão que os Estados Unidos aplaudem e felicitam”.

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