Economia mundial cresce 3,9% em 2018 e 2019

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22 Jan 2018 / 14:48 H.

O FMI melhora também as estimativas de crescimento da zona euro

O Fundo Monetário Internacional (FMI) está mais optimista e espera agora que a economia mundial cresça 3,9% em 2018 e 2019, mais 0,2 pontos percentuais do que estimou anteriormente, influenciado pelo “bom momento” do ano passado.

Na actualização ao ‘World Economic Outlook’ (relatório das previsões económicas mundiais) divulgado hoje, o FMI melhorou também a estimativa para 2017, antevendo agora que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) mundial tenha crescido 3,7% no conjunto do ano passado (mais 0,1 pontos percentuais do que o estimado em outubro).

Nesse sentido, a instituição liderada por Christine Lagarde deixa um conselho: o ciclo económico é “uma oportunidade ideal para avançar com reformas” e que são “prioritárias” para todas as economias de modo a “impulsionar o produto potencial e para fazer com que o crescimento seja mais inclusivo”.

“É expectável que o momento forte que se viveu em 2017 se mantenha em 2018 e 2019”, afirma a instituição, explicando que a revisão em alta se deve à actividade económica das economias avançadas, onde se estima que o crescimento “exceda os 2% em 2018 e 2019”.

A estimativa do FMI reflecte a expectativa de que as condições financeiras globais favoráveis e o sentimento económico forte “vão manter a recente aceleração na procura, especialmente no investimento, com um impacto notório no crescimento das economias exportadoras”.

Além disso, acrescenta a instituição sediada em Washington, a reforma fiscal nos Estados Unidos e os estímulos fiscais associados deve “aumentar temporariamente” o crescimento económico do país, com impacto também nos parceiros comerciais do país, especialmente Canadá e México, durante esse período.

Nesse sentido, o crescimento económico dos Estados Unidos foi revisto em alta de 2,3% para 2,7% em 2018 e de 1,9% para 2,5% em 2019.

Fundo está mais optimista para zona euro em 2018 e 2019

O FMI melhora também as estimativas de crescimento da zona euro em 0,3 pontos percentuais este ano e no próximo, estimando agora que a economia do conjunto dos países da moeda única europeia cresça 2,2% e 2% respectivamente, abrandando face à subida de 2,4% estimada para o ano passado.

A nível europeu, o Fundo destaca ainda a melhoria das estimativas económicas da Alemanha (com o PIB alemão mais 0,5 pontos percentuais do que o previsto em 2018 e 2019, 2,3% e 2%, respectivamente) e a Itália (mais 0,3 e 0,2 pontos, respectivamente para 1,4% e 1,1% em 2018 e 2019), “reflectindo o momento forte na procura interna e uma maior procura externa”.

Por outro lado, o crescimento económico em Espanha foi revisto ligeiramente em baixa para 2018, de 2,5% para 2,4%, devido aos “efeitos do aumento da incerteza política na confiança e na procura”, relacionados sobretudo com a crise política na Catalunha.

A previsão de crescimento económico do Japão também foi revista em alta para 1,2% em 2018 (mais 0,5 pontos percentuais do que o previsto anteriormente) e para 0,9% em 2019 (mais 0,1 pontos).

A estimativa do crescimento agregado nos mercados emergentes e nas economias em desenvolvimento para 2018 e 2019 manteve-se inalterada nos 4,9% e 5%, respectivamente, depois de um crescimento de 4,7% em 2017, embora existam “fortes diferenças” entre regiões (prevendo-se um crescimento de 6,5% na Ásia emergente e de 1,9% na América Latina este ano), afirma o FMI.

As economias do Médio Oriente, do norte de África, do Afeganistão e do Paquistão também deverão recuperar em 2018 e 2019, mas a um ritmo que continua limitado em torno dos 3,5%.

O FMI alerta ainda para os riscos a estas previsões no médio prazo: pelo lado positivo, a recuperação económica pode ser mais forte do que o esperado; pelo negativo, está a possibilidade de um aumento mais rápido do que o previsto da inflação e das taxas de juro nas economias avançadas, bem como a tensão geopolítica e as crises institucionais em algumas partes do mundo.

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