Dezasseis mortos em 24 dias no Rio de Janeiro

Brasil /
11 Out 2017 / 19:48 H.

Dezasseis pessoas morreram nos 24 dias de operações conjuntas das forças de segurança do Brasil nas principais favelas do Rio de Janeiro, segundo um balanço divulgado hoje pelas forças policiais e armadas.

As forças de segurança, que atuam em conjunto desde agosto para conter a escalada de violência na cidade, relataram que prenderam 53 pessoas e detiveram 11 jovens com menos de 18 anos nas operações realizadas nas favelas da Rocinha, Tijuca, do Caju, da Maré e do Alemão.

Também foram localizadas e aprendidas 62 armas de guerra, entre metralhadoras, espingardas e pistolas, 3.879 munições e 158 carregadores.

Além das armas, as forças de segurança encontraram e apreenderam mais de duas toneladas de drogas diversas.

Os números foram apresentados em conferência de imprensa pelo subchefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas brasileiras Ricardo José Freire, o qual considerou que as apreensões demonstram o sucesso da integração das polícias locais com as forças de segurança federais.

“Estamos a cada dia melhorando nossas acções e os números falam por si. Poucos países tem o nível de integração no campo táctico que as Forças Armadas estão tendo com as forças do Rio de Janeiro”, disse.

Já o subchefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Fernando Albuquerque, lembrou que as acções de inteligência em andamento continuam a dar azo a “operações pontuais para prender criminosos”.

Um ano depois de sediar os Jogos Olímpicos, o Rio de Janeiro luta para interromper um surto de violência nas favelas, impulsionado principalmente pela crise financeira do Estado.

Face à incapacidade da polícia local para controlar a situação, o Governo federal enviou em agosto 8.500 militares para ajudar a impedir os conflitos entre traficantes que disputam o controlo das favelas e do mercado de venda de drogas no Rio de Janeiro.