Copiloto da Air China suspeito de fumar no avião causou queda de mais de 7.500 metros

13 Jul 2018 / 11:40 H.

A queda a pique do avião num voo da Air China, durante dez minutos, esta semana, deveu-se a um erro do copiloto, que estava a fumar um cigarro electrónico, divulgaram hoje as autoridades. Investigações preliminares revelam que o copiloto tentou, sem avisar o piloto, desligar o ventilador de circulação do ar, para evitar que o fumo chegasse à cabine.

“No entanto, terá por engano desligado o aparelho de ar condicionado que estava ao lado, resultando em oxigénio insuficiente na cabine e um alerta de altitude”, afirmou um responsável da Administração Civil da China, citado pela agência noticiosa oficial Xinhua.

“Estamos a investigar as causas em pormenor. Caso se confirmem as suspeitas, vamos atuar de acordo com a lei e as regulações e lidar com esta questão de forma rigorosa”, acrescentou.

Fumar é expressamente proibido em voos comerciais, incluindo cigarros electrónicos.

Na terça-feira, meia hora depois do voo CA106 ter partido de Hong Kong, com 153 passageiros a bordo, as máscaras de oxigénio caíram do teto do avião, que imediatamente desceu mais de 7.500 metros em dez minutos.

O avião, um Boeing 737, recuperou depois a altitude e voou em segurança até ao destino final, a cidade de Dalian, no nordeste da China.

Não foram reportados feridos entre os passageiros ou danos no avião.